Messi é o principal finalizador da Argentina nesta Copa. Ninguém da equipe chuta tanto, acerta tanto o alvo ou cria tantas grandes chances quanto o camisa 10.
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Salah, por outro lado, lidera o Egito com folga na criação de oportunidades, embora esteja longe de ser o jogador que mais finaliza ou produz grandes chances.
Destrinchando os números
As estatísticas ajudam a explicar por que ambos brilham de maneiras distintas. Messi transforma praticamente toda posse em ameaça ao gol. São 6,75 finalizações por 90 minutos, número quase cinco vezes superior ao de Lautaro Martínez (1,48), segundo colocado entre os argentinos.
O camisa 10 também lidera a equipe em finalizações certas, com impressionantes 4,22 por partida, enquanto ninguém mais ultrapassa a marca de 1,5.
A influência ofensiva do camisa 10 aparece também na qualidade das oportunidades que produz. Messi cria 2,5 chances por 90 minutos, mas lidera a Argentina quando o assunto são as chances claras, com média de 1,13.

Salah, por sua vez, exerce uma função quase oposta. Embora finalize apenas 2,4 vezes por 90 minutos — o sexto do elenco egípcio —, é disparado o principal organizador ofensivo da seleção.
Sua média de 4,26 chances criadas por jogo é mais que o dobro da registrada pelo segundo colocado, Saber, que aparece com 1,96, evidenciando o quanto o ataque egípcio passa pelos pés do camisa 10.

Curiosamente, esse enorme volume de criação não se traduz na produção das melhores oportunidades. Salah registra apenas 0,27 grandes chances criadas por 90 minutos, sendo o quarto colocado do elenco nesse quesito.
O líder é Ahmed Hafez, com 1,1. O dado mostra que o astro participa intensamente da construção das jogadas, mas nem sempre é ele quem fornece o último passe decisivo.

Ações na área adversária
Os números de presença ofensiva também revelam diferenças interessantes. Salah toca mais vezes na área adversária, com 7,19 ações por 90 minutos, contra 5,91 de Messi.
Já quando a bola encontra o gol, a vantagem muda completamente de lado. O argentino acerta o alvo 4,22 vezes por partida, enquanto o egípcio registra apenas 1,07, reforçando perfis ofensivos bastante distintos.
Nem mesmo o volume de participação explica tudo. Messi registra cerca de 67 toques na bola a cada 90 minutos, apenas o 15º maior número da Argentina, enquanto Salah soma 49,53, o 17º do Egito. Nenhum dos dois monopoliza a posse.

Dribladores
No um contra um, o equilíbrio é maior. Messi tenta 3,66 dribles por 90 minutos e completa 1,41, enquanto Salah registra 3,46 tentativas e 1,6 drible certo. Pequena vantagem para o egípcio na eficiência, mas dentro de um contexto em que ambos utilizam o recurso como ferramenta para abrir espaços, e não apenas como espetáculo individual.
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As oitavas de final colocam frente a frente duas maneiras diferentes de comandar um ataque. Messi acelera o jogo em direção ao gol. Salah faz o gol parecer consequência natural da construção coletiva.
A Argentina deposita no camisa 10 a esperança de mais um passo rumo ao bicampeonato. O Egito sonha que seu maior ídolo transforme criatividade em uma classificação capaz de entrar para a história do futebol africano.

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