Siga o Noruega - França com o Flashscore
A celebração do "remo Viking" tornou-se um fenómeno no Mundial, com o capitão Martin Odegaard a liderar até os jogadores, equipa técnica e adeptos numa atuação sincronizada após o apito final na vitória por 3-2 sobre o Senegal, com os adeptos noruegueses a tentarem depois convencer o Rei da Noruega a juntar-se à celebração.
Para os suecos, no entanto, a celebração dos vizinhos é mais um incómodo do que uma novidade, com alguns a considerarem a simulação de remada demasiado semelhante ao "thunderclap" tornado famoso pelos adeptos da Islândia em torneios anteriores.
"Nunca o vou fazer. Limitamo-nos a suspirar. Talvez mais para a equipa de televisão que decide fazer zoom sempre que acontece," afirmou o defesa da Suécia, e do SC Braga, Gustaf Lagerbielke aos jornalistas numa conferência de imprensa na terça-feira. "É muito parecido com o vulcão islandês, afinal. Mas, cada um rema como quer."
Outros elementos da seleção sueca mostraram-se igualmente pouco impressionados.
"Provavelmente começa a tornar-se um pouco repetitivo. Parece que o fazem sempre que têm oportunidade. Mas, na verdade, resulta bem para eles", acrescentou o colega Elliot Stroud.
No entanto, enquanto os suecos conseguem manter-se focados no seu próprio grupo, os dinamarqueses, ausentes do torneio após uma derrota no play-off de qualificação frente à República Checa, têm mais dificuldade em lidar com a euforia norueguesa.
"Está quase a roçar o bullying adulto nórdico. Os noruegueses estão a viver a festa das suas vidas. E, ainda por cima, na companhia de uma seleção nacional que sabe realmente jogar futebol", escreveu o jornalista dinamarquês Johnny Wojciech Kokborg no tablóide B.T.
"O facto é - infelizmente - que os noruegueses podem acabar por causar problemas a muitas equipas. Mas, acima de tudo, custa-nos, dinamarqueses, admitir que já não somos os melhores da região nórdica."
Acrescentou ainda: "É simplesmente insuportável. Estão a gozar connosco, Noruega."
