Em Boston, a promessa de uma revanche histórica dos Leões do Atlas esbarrou no pragmatismo e no talento avassalador dos Les Bleus.
A França venceu por 2 a 0, manteve sua hegemonia e avançou para a semifinal, confirmando-se como a grande força a ser batida neste Mundial.

O duelo particular: Mbappé x Bono
Se em 2022 a classificação francesa veio com gols de coadjuvantes (Theo Hernández e Kolo Muani), com Kylian Mbappé passando em branco graças a uma marcação implacável, o reencontro em 2026 teve o camisa 10 como protagonista de um drama em dois atos contra o goleiro Yassine Bounou.
Primeiro ato: muralha marroquina
Na etapa inicial, Bono parecia disposto a reviver os seus melhores dias de herói nacional. Seguro e com reflexos afiados, o goleiro marroquino manteve o placar zerado com defesas difíceis e teve seu ápice ao defender uma cobrança de pênalti de Mbappé, inflamando a torcida em Boston e dando a impressão de que a tarde seria africana.

Segundo ato: genialidade do camisa 10
Mas craques precisam de apenas uma fração de segundo para mudar a história. Na etapa final, Mbappé venceu a disputa mental e física com a defesa marroquina. Em uma jogada individual característica, o craque francês achou o espaço e acertou um belíssimo chute colocado, sem chances para Bono, no canto esquerdo. Estava aberto o caminho para a vitória.
Veja os detalhes de França x Marrocos
Com este gol, Mbappé alcançou a impressionante marca de 8 gols no torneio, empatando novamente com Lionel Messi na artilharia do Mundial. O francês, contudo, leva vantagem: soma 3 assistências (11 participações diretas em gols, contra 9 do astro argentino).

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Diferenças de 2022 para 2026
Embora o placar de 2 a 0 seja idêntico ao de quatro anos atrás, o comportamento das duas equipes em campo desenhou um confronto muito diferente.
Em 2022: Marrocos surpreendeu o mundo ao ter mais posse de bola (61%) e pressionar a França em busca do empate, fazendo os europeus recuarem e sofrerem até o último minuto.
Em 2026: A França não deu margem para o azar. Os comandados de Didier Deschamps sufocaram a saída de bola marroquina e ditaram o ritmo do jogo de forma agressiva.
O domínio em números: Até os 88 minutos de jogo, a França registrou um dado avassalador de presença ofensiva: esteve por mais de seis minutos com a bola no terço final de campo e acumulou impressionantes 60 entradas na área marroquina.

Foi essa pressão sufocante que pavimentou o caminho para o segundo gol. Após o bombardeio francês, Ousmane Dembélé balançou as redes, liquidando qualquer chance de reação dos Leões do Atlas e fechando a conta em Boston.
Caminho rumo ao tri consecutivo
A queda de Marrocos, embora dolorosa, encerra mais uma campanha histórica e digna de aplausos da maior dinastia do futebol africano.
Do lado azul, o resultado apenas chancela o favoritismo de uma geração que se recusa a perder o trono.
Garantida em mais uma semifinal, a França agora aguarda o vencedor do confronto europeu entre Espanha e Bélgica para saber quem tentará impedir os atuais campeões de alcançarem mais uma final de Copa do Mundo.

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