Bap justifica demissão de Filipe Luís em áudio vazado: "Direção errada"

Bap ao lado de Filipe após a conquista da Libertadores
Bap ao lado de Filipe após a conquista da LibertadoresHector Vivas / Getty Images South America / Getty Images via AFP

A demissão repentina de Filipe Luís ganhou uma nova explicação, nesta terça-feira (3), com o vazamento de um áudio do presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, o Bap.

Na gravação de pouco mais de um minuto, disseminada entre conselheiros, Bap assume a responsabilidade direta pela demissão do treinador, ocorrida após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira.

O presidente do Flamengo justificou a decisão drástica como uma correção de curso necessária para a instituição. "Na minha visão, é o seguinte: quando você pega um trem errado na vida, você sabe o que tem que fazer? Descer na primeira estação possível e retornar", disse Bap na mensagem de áudio.

Meu compromisso inarredável é com a instituição, com o Flamengo. Quando eu não acredito que o que está sendo feito vai levar o Flamengo para onde desejamos que o Flamengo esteja, eu tenho que atuar. Foi exatamente o que fiz. Estou intervindo fundamentalmente porque acredito que no conjunto das coisas que estavam sendo feitas, a gente não estava indo na direção que julgo adequada para a instituição", acrescentou.

A declaração confirma que a confiança no treinador já estava esgotada. A tarefa de comunicar o desligamento coube ao diretor José Boto, que abordou Filipe Luís logo após sua última entrevista coletiva no Maracanã, na noite desta segunda-feira.

O áudio apenas dá voz a um desgaste que, na verdade, começou antes de a bola rolar em 2026.

Filipe foi campeão da última Libertadores
Filipe foi campeão da última LibertadoresAdriano Fontes/CRF

A relação entre a diretoria e o ex-lateral ficou seriamente abalada durante o turbulento processo de renovação de contrato, que se arrastou até o dia 29 de dezembro. Naquela época, o treinador sentiu-se exposto pelo vazamento de informações internas, enquanto a cúpula rubro-negra pressionava por maiores concessões financeiras do técnico.

O novo vínculo, que deveria durar até 2027, acabou resistindo por apenas pouco mais de dois meses, e agora as partes ainda precisam sentar para negociar o pagamento da multa rescisória.