Antes do apito inicial e durante o intervalo, parte da torcida vaiou e protestou com gritos de "time sem vergonha" e cobranças por "raça".
Veja como foi Flamengo 3x0 Madureira
"Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Os jogadores precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa. É difícil quando está nesse ambiente fazer as ações", afirmou o técnico Filipe Luís após a partida.
“A pressão no Flamengo eu nunca vi em outro lugar, talvez o Real Madrid seja assim. A pressão local é incrível. Mas quem vem para cá sabe que é assim. Não acho que o problema é o excesso de críticas, mas sim o excesso de elogio quando as coisas vão bem", acrescentou.
“Você é colocado em tal patamar que não está preparado para cair. Isso aconteceu comigo em 2019 quando tive uma lesão, mas reverti. Todo jogador tem um processo, alguns revertem rápido, alguns demoram, outros não conseguem e vai de cada um pedir ajuda. A pressão é um privilégio. Temos elenco para brigar por tudo e por isso a pressão é grande", disse o técnico.
“Quando você vê o Flamengo não performando com o elenco que tem é culpa do treinador, seja quem estiver aqui. Não tenho dúvida que tenha alguém quebrando mais a cabeça que eu para estarmos naquele nível do ano passado. Acho que tem a questão mental e de ansiedade, o medo de errar e todas as peças vão caindo e pioram a performance, isso acontece."
“A cobrança foi muito grande, não estavam acostumados com momentos de crise, mas é minha responsabilidade fazer eles voltarem a performar", finalizou.
Na próxima quinta-feira, o Flamengo reencontra o Lanús, no Maracanã, pelo jogo de volta da Recopa Sul-Americana.
Após a derrota por 1 a 0 na Argentina, o time de Filipe Luís precisa vencer por dois gols de diferença para levar o título de forma direta, ou por um gol para forçar a prorrogação.
No Carioca, o jogo de volta contra o Madureira é no dia 2 de março.
