Jardim, de 51 anos, admitiu que errou ao afirmar que não treinaria outro clube no Brasil após deixar a Raposa.
"Falei o que foi sentido. Me sentia bem em Belo Horizonte, acreditava num projeto a médio longo prazo, mas a vida nos cria surpresas. Tive problemas de ordem familiar e pessoal que eu tinha que resolver. Ao mesmo tempo, existia dentro da estrutura algumas ideias diferentes do que eu acreditava. Fui emotivo porque acreditava que o projeto seria a longo prazo, mas também fui ingênuo", contou ele.

"Às vezes a emoção nos leva a ter algumas tiradas infelizes. Agora, como treinador do Flamengo, o capítulo do Cruzeiro passou", explicou.
"É uma grande motivação estar aqui e ser treinador da Nação", acrescentou Jardim, que assinou com o Rubro-Negro até dezembro de 2027.
Herança de Filipe Luís
O novo técnico do Fla garantiu que pretende respeitar as características do elenco e a base deixada por seu antecessor, com quem mantinha contato frequente.
"O treinador tem suas ideias, mas a principal virtude é rentabilizar seus ativos. Tive trabalhos com jogadores de transição, mas preciso aproveitar as características dos jogadores. Aqui tenho jogadores de posse, mas também jogadores agressivos. Com certeza, o treinador não vai trocar o DNA da equipe", garantiu o português.
Sobre Filipe Luís, que foi demitido no início da semana, Jardim revelou uma relação de respeito mútuo:
"Vou tentar colocar seu cunho pessoal em algumas situações, mas com certeza vamos aproveitar muito do trabalho do Luís. Era um dos treinadores brasileiros com quem eu tinha uma boa relação, a gente trocava algumas ideias. Meu objetivo é dar continuidade."
Leonardo Jardim estreia no comando do Flamengo no clássico contra o Fluminense, no domingo, pela final do Carioca.
