As mudanças na Raposa
No Cruzeiro, Kaio Jorge continua entre os protagonistas. O atacante segue como uma das principais referências ofensivas da equipe e carrega também o peso de ter sido o grande nome daquele confronto, responsável por três dos quatro gols da Raposa na soma dos placares.

Ao seu lado, porém, surgiram novas figuras. Matheus Pereira, que já era figura importante do time, ganhou ainda mais importância, enquanto Gerson chegou para transformar o meio-campo e Keny Arroyo se tornou uma das principais armas ofensivas.
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Gerson é, talvez, o maior símbolo do novo investimento celeste. Contratado do Zenit por 27 milhões de euros fixos, com possibilidade de chegar a 30 milhões em bônus, tornou-se a contratação mais cara da história do Cruzeiro.
E a Raposa não parou por aí. A janela do meio do ano trouxe seis reforços: Gabriel Rojas, Gabriel Pec, que está lesionado, Zé Lucas, Wesley, Luciano Rodríguez e João Costa chegaram para a sequência da temporada.

Um novo Atlético
No Galo, houve uma verdadeira transformação. Hulk, principal rosto e referência ofensiva do time em 2025, deixou o clube. Outros nomes daquela equipe, como Júnior Alonso, Guilherme Arana, Saravia, Rony e Fausto Vera, também saíram. O Galo precisou redistribuir responsabilidades após perder seu principal personagem ofensivo.
Tomás Cuello é um dos remanescentes. Titular na eliminação de 2025, o argentino sofreu uma ruptura de ligamentos do tornozelo esquerdo na semana seguinte àquele confronto, se recuperou, permaneceu no clube e ganhou protagonismo em 2026.

Everson também se tornou uma liderança ainda maior, enquanto nomes como Renan Lodi, Maycon, Alan Minda, Victor Hugo e Mateo Cassierra passaram a fazer parte da estrutura. Na janela mais recente, o Atlético ainda trouxe Kevin Castaño e Fred.
Novos treinadores
A mudança também chegou aos bancos. Leonardo Jardim comandava o Cruzeiro no atropelo de 2025 e hoje está no Flamengo, sendo tratado por parte da torcida da Raposa como traidor. Depois de uma rápida passagem de Tite, Artur Jorge assumiu o time celeste.
No Atlético, Sampaoli havia acabado de chegar quando aconteceu a eliminação, substituindo Cuca, demitido após a derrota por 2 a 0 no jogo de ida. Agora, Eduardo Domínguez conduz uma equipe que ocupa a nona colocação do Brasileirão.
Mineiros em alta
Falando em classificação, o momento dos rivais também conta uma história diferente daquela de um ano atrás. O Cruzeiro está no G5 do Brasileirão, com 39 pontos, e vem de uma vitória de virada sobre o Flamengo. O Atlético empatou com o Internacional em uma partida com time misto, mas mantém uma sequência de 11 jogos de invencibilidade e vem de classificação na Sul-Americana.

A lembrança de 2025, portanto, está viva — principalmente do lado celeste. Kaio Jorge continua, mas já não é o único protagonista; Gerson, Matheus Pereira e Arroyo dividem os holofotes em um Cruzeiro reforçado por uma janela de seis contratações. No Atlético, Hulk virou passado e uma nova geração de protagonistas tenta reescrever a história. O filme pode ser repetido, mas o roteiro está em aberto.
