Mané convenceu Senegal a voltar ao campo na final: "A África não merece isso"

Mané liderou retorno de Senegal ao gramado
Mané liderou retorno de Senegal ao gramadoCal Sport Media, Cal Sport Media / Alamy / Profimedia

Ídolo do Liverpool, Sadio Mané revelou como conseguiu convencer seus companheiros da seleção do Senegal a retornar ao campo e concluir a final da Copa Africana de Nações nesse último domingo (18), após a equipe deixar o gramado nos minutos finais em protesto contra a marcação de um pênalti a favor de Marrocos.

O técnico Pape Thiaw pediu aos jogadores de Senegal que deixassem o campo de jogo após Marrocos ser beneficiado com a marcação de um pênalti duvidoso nos instantes finais da partida.

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Após cerca de dez minutos de interrupção, o atacante do Al-Nassr conseguiu convencer os companheiros a retornar ao gramado. O meia do Real Madrid, Brahim Díaz, desperdiçou a cobrança para Marrocos, levando a final para a prorrogação. Pape Gueye, do Villarreal, marcou o gol da vitória do Senegal, evitando que a decisão fosse para os pênaltis.

"Fui eu quem convenceu a equipe a voltar ao gramado. Os jogadores e o treinador haviam decidido abandonar a partida, e eu não concordei com essa decisão. No fim, disse a todos para retornarem imediatamente e jogarem a todo custo. A decisão estava sendo tomada coletivamente", afirmou.

"A equipe me disse que havia decidido sair de campo e não jogar, mas eu estava ali. Conversei com alguns sobre se aquilo seria uma boa ideia ou não e decidi trazer todos de volta ao gramado", acrescentou Mané.

"Acho que foi a melhor escolha. Isso é futebol. O árbitro pode, às vezes, cometer erros, mas não sabemos. Estamos no jogo, e as pessoas julgam. Poderia ter sido pênalti ou não, mas isso não era o mais importante", continuou o ex-jogador do Liverpool.

"O mais importante eram as pessoas que estavam assistindo. O mundo inteiro acompanhava essa final, e não seria justo encerrar a partida daquela forma. Seria uma pena ver um cenário assim acontecer. Imagine, de repente, todos indo para o vestiário e o jogo terminando ali".

"Acho que isso transmitiria uma imagem negativa do nosso futebol. Acredito que a África, hoje, não merece isso", concluiu o campeão africano.