"Condenamos fortemente o comportamento de alguns 'torcedores', assim como de alguns jogadores e membros da comissão técnica de Senegal. É inaceitável abandonar o campo dessa forma," afirmou Infantino em comunicado enviado à agência AFP.
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"É inaceitável sair do campo dessa maneira e, da mesma forma, a violência não pode ser tolerada em nosso esporte, simplesmente não é correto."
O principal evento do futebol africano foi marcado pela saída da maioria dos jogadores de Senegal do campo já nos acréscimos, com o placar empatado em 0x0. A rebelião aconteceu quando a arbitragem marcou um penal para Marrocos com auxílio do VAR, logo após Senegal ter um gol anulado.
O ex-astro do Liverpool e ídolo de Senegal, Sadio Mané, permaneceu no campo e tentou convencer seus companheiros a voltarem para a cobrança do pênalti.
A partida ficou paralisada por quase 20 minutos até que Diaz finalmente pôde cobrar o penal. Ele deu uma cavadinha e Edouard Mendy defendeu.
Pape Gueye então marcou um golaço aos quatro minutos da prorrogação, garantindo a vitória por 1x0.
"Devemos sempre respeitar as decisões tomadas pelos árbitros dentro e fora do campo," afirmou.
"As equipes precisam competir no campo e dentro das regras do jogo, pois qualquer coisa diferente disso coloca em risco a própria essência do futebol."
"As cenas lamentáveis vistas hoje devem ser condenadas e jamais repetidas. Reitero que não há espaço para isso no futebol e espero que os órgãos disciplinares da CAF tomem as medidas cabíveis", acrescentou.
A Confederação Africana emitiu nota garantindo que vai buscar os "culpados" pelo abandono de campo.
Os jogadores e a comissão técnica de Senegal podem pegar gancho de 4 a 6 partidas – o que significa perder alguns jogos da Copa do Mundo.
