Em uma publicação no Instagram nesta quinta-feira (22), Thiaw tentou explicar suas ações, que foram amplamente criticadas e pelas quais ele pode ser punido.
Senegal fez um protesto prolongado após um pênalti ser marcado nos minutos finais do jogo de domingo contra o anfitrião Marrocos, depois de revisão do VAR, saindo do campo antes de retornar para continuar a partida.
Marrocos desperdiçou o pênalti, levando o confronto para a prorrogação, onde Senegal marcou para vencer por 1 a 0 e conquistar o segundo título da Copa Africana de Nações nas últimas três edições.
"Vivemos um torneio excepcional, com uma organização magnífica, que infelizmente terminou em tragédia," escreveu o técnico senegalês. "Nunca foi minha intenção ir contra os princípios do futebol, que amo tanto", garante.
"Eu simplesmente tentei proteger meus jogadores da injustiça. O que alguns vão considerar uma violação das regras não passa de uma reação emocional diante do viés da situação," continuou.
"Após conversas, decidimos retomar a partida e buscar o troféu por vocês (torcedores senegaleses). Peço desculpas se ofendi alguém, mas quem ama futebol entende que a emoção faz parte desse esporte", justifica.
Senegal está comemorando a conquista desde que o time chegou a Dakar na segunda-feira, com o técnico Thiaw, de 44 anos e ex-jogador da seleção, prestando homenagem ao elenco, que foi recompensado com bônus superiores a US$ 130 mil (cerca de R$ 688 mil) e terrenos à beira-mar pelo esforço.
"Meus caras, esses 28 guerreiros que deram suor, sangue e alma pela nação," acrescentou o treinador. "É um prazer liderar vocês porque, além de serem lendas, são pessoas excepcionais!"
A decisão sobre possíveis punições para Senegal pelo comitê disciplinar da Confederação Africana de Futebol deve sair nos próximos dias.
