Um boicote ao torneio não seria "a abordagem correta", disse o porta-voz do governo, Steffen Meyer, em uma coletiva de imprensa em Berlim. "Disputas políticas devem ser resolvidas no âmbito político, e o esporte deve ser deixado para ser esporte", completou.
A Copa do Mundo deste ano será realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México.

Alguns políticos alemães questionaram se o país deveria participar após Trump, no mês passado, intensificar suas ameaças de longa data de anexar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, membro da OTAN. Ele impôs tarifas a oito países europeus, incluindo a Alemanha, por sua oposição às suas ambições.
Mas o líder norte-americano posteriormente retirou suas ameaças de tarifas e prometeu não tomar a ilha ártica pela força, após afirmar ter firmado um acordo "quadro" com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, para garantir maior influência americana.
No auge da crise, Berlim evitou tomar uma posição clara sobre o boicote, dizendo apenas que a decisão caberia à federação de futebol do país.
A ministra do Esporte da Alemanha, Christiane Schenderlein, também afirmou na quarta-feira que o governo decidiu não apoiar um boicote. "O esporte não deve ser explorado dessa forma", declarou ela ao jornal Sueddeutsche Zeitung.
