O problema variou de intensidade conforme o modelo. Enquanto na camisa listrada dos Estados Unidos o "calombo" era quase imperceptível, no uniforme elegante da França, o craque Kylian Mbappé exibiu um visual que beirava o cômico.
A situação mais crítica pareceu ser com o Uruguai no amistoso contra a Inglaterra.

Reação dos fãs e resposta da Nike
“Observamos um problema menor em nossos uniformes de seleções, mais perceptível na costura do ombro. A performance não foi afetada, mas a estética geral não está onde deveria estar”, admitiu um porta-voz da Nike ao jornal inglês The Guardian.
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De acordo com relatos de alguns consumidores, que pagaram entre R$ 500 e R$ 1.000 pelas camisas, a falha também afeta as peças de varejo.
A empresa afirmou que está trabalhando em uma correção, mas especialistas apontam que um "recall" ou correção em massa seria um desafio logístico colossal, dado que a Copa começa em pouco mais de dois meses e milhares de unidades já foram vendidas.
O foco excessivo na tecnologia Aero-FIT, que promete ventilar melhor os jogadores, pode ter sacrificado o caimento visual da peça.
O fantasma de 2002
O caso de 2026 traz lembranças do icônico fiasco do Mundial de 2002, com a tecnologia Cool Motion.
Naquela Copa, a Nike lançou camisas com duas camadas: uma camada interna de malha (que parecia um colete) colada à camisa externa. O objetivo era absorver o suor e evitar que a camisa grudasse no corpo. O resultado? Um pesadelo logístico e funcional.
Os jogadores pareciam sofrer para colocar a camisa, como notoriamente aconteceu com o brasileiro Edmilson na final contra a Alemanha. Com o corpo suado, as duas camadas se grudavam e se retorciam, criando uma massaroca de tecido. Vários craques da Seleção Brasileira admitiram ter cortado o forro da vestimenta com uma tesoura.
Em alguns jogos, times jogaram com pedaços de camisa caindo para fora. Quando um jogador precisava trocar de camisa durante o jogo, ele frequentemente precisava da ajuda de dois ou três companheiros para "desenrolar" o uniforme e conseguir passar a cabeça e os braços.
Apesar de ser lembrada pelo título do Brasil, a tecnologia foi abandonada logo após o torneio devido às reclamações.
