Camisas da Nike para Copa 2026 têm uma falha; será o mesmo fiasco da Copa de 2002?

Jogadores do Uruguai com ombro de vilão
Jogadores do Uruguai com ombro de vilãoREUTERS/Toby Melville

Na última Data Fifa, quando as seleções entraram em campo com os novos uniformes da Nike para a Copa do Mundo de 2026, torcedores notaram um detalhe estético estranho: uma saliência pontuda na costura dos ombros. Com o fiasco da Copa de 2002 ainda vivo na memória, a fabricante agora se mexe para tentar contornar a falha.

O problema variou de intensidade conforme o modelo. Enquanto na camisa listrada dos Estados Unidos o "calombo" era quase imperceptível, no uniforme elegante da França, o craque Kylian Mbappé exibiu um visual que beirava o cômico.

A situação mais crítica pareceu ser com o Uruguai no amistoso contra a Inglaterra

Mbappé com um super ombro em jogo contra o Brasil
Mbappé com um super ombro em jogo contra o BrasilReuters

Reação dos fãs e resposta da Nike

Observamos um problema menor em nossos uniformes de seleções, mais perceptível na costura do ombro. A performance não foi afetada, mas a estética geral não está onde deveria estar”, admitiu um porta-voz da Nike ao jornal inglês The Guardian.

Confira a tabela da Copa do Mundo 2026

De acordo com relatos de alguns consumidores, que pagaram entre R$ 500 e R$ 1.000 pelas camisas, a falha também afeta as peças de varejo. 

A empresa afirmou que está trabalhando em uma correção, mas especialistas apontam que um "recall" ou correção em massa seria um desafio logístico colossal, dado que a Copa começa em pouco mais de dois meses e milhares de unidades já foram vendidas.

O foco excessivo na tecnologia Aero-FIT, que promete ventilar melhor os jogadores, pode ter sacrificado o caimento visual da peça.

O fantasma de 2002

O caso de 2026 traz lembranças do icônico fiasco do Mundial de 2002, com a tecnologia Cool Motion.

Naquela Copa, a Nike lançou camisas com duas camadas: uma camada interna de malha (que parecia um colete) colada à camisa externa. O objetivo era absorver o suor e evitar que a camisa grudasse no corpo. O resultado? Um pesadelo logístico e funcional.

Os jogadores pareciam sofrer para colocar a camisa, como notoriamente aconteceu com o brasileiro Edmilson na final contra a Alemanha. Com o corpo suado, as duas camadas se grudavam e se retorciam, criando uma massaroca de tecido. Vários craques da Seleção Brasileira admitiram ter cortado o forro da vestimenta com uma tesoura.

Em alguns jogos, times jogaram com pedaços de camisa caindo para fora. Quando um jogador precisava trocar de camisa durante o jogo, ele frequentemente precisava da ajuda de dois ou três companheiros para "desenrolar" o uniforme e conseguir passar a cabeça e os braços.

Apesar de ser lembrada pelo título do Brasil, a tecnologia foi abandonada logo após o torneio devido às reclamações.