Falar de Copa do Mundo sem mencionar a Seleção Brasileira é impossível. Único país a participar de todas as 22 edições do torneio, a Amarelinha tem marcas históricas na competição, alguns recordes que parecem inalcançáveis para meros mortais.
Do tri de Pelé à onipresença de Cafu em finais, a Seleção Brasileira construiu um império de dados que fascina tanto o torcedor casual quanto o analista rigoroso. Enquanto o ciclo para a Copa do Mundo de 2026 ganha tração, entender o passado é a única forma de medir o tamanho do desafio que vem pela frente.
Abaixo, mergulhamos nos números que fazem da Canarinho a entidade mais respeitada do futebol mundial e que busca o hexacampeonato.
Maiores artilheiros da Seleção Brasileira em Copa
Ronaldo - 15 gols (Copas de 1994, 1998, 2002 e 2006)
Pelé - 12 gols (Copas de 1958, 1962, 1966 e 1970)
Ademir de Menezes - 9 gols (Copa de 1950)
Jairzinho - 9 gols (Copas de 1966, 1970 e 1974)
Vavá - 9 gols (Copas de 1958 e 1962)
Rivaldo - 8 gols (Copas de 1998 e 2002)
Lêonidas da Silva - 8 gols (Copas de 1934 e 1938)
Neymar - 8 gols (Copas de 2014, 2018 e 2022)
Careca - 7 gols (Copas de 1986 e 1990)
Bebeto - 6 gols (Copas 1990, 1994 e 1998)
Rivellino - 6 gols (Copas 1970, 1974 e 1978)
Pelé x Neymar
O debate que divide gerações ganhou um novo capítulo após o Mundial de 2022. Embora Neymar tenha superado o recorde de gols oficiais totais da CBF (superando os 77 gols de Pelé em todas as competições), quando o assunto é o palco principal — a Copa do Mundo — os números contam histórias diferentes.
Pelé não precisou de muitas edições para ser letal. Com apenas 14 jogos disputados em quatro Copas (1958, 62, 66 e 70), o Rei marcou 12 gols. Uma média impressionante de 0,86 gols por partida, além de três títulos.
Neymar chega ao ciclo de 2026 como a referência técnica questionável. Em suas participações (2014, 2018 e 2022), ele acumulou 13 jogos e 8 gols. A média aqui fica em 0,61 por jogo.
A Construção do Pentacampeonato
1958: O nascimento do Rei (Suécia)
O primeiro título veio com a quebra de um tabu: vencer na Europa. Foi o despertar de Pelé (17 anos) e a consagração de Garrincha.
1962: O bicampeonato da resiliência (Chile)
Sem Pelé (lesionado logo no início), o Brasil mostrou que era um coletivo imbatível. Garrincha assumiu o protagonismo absoluto.
1970: O esquadrão perfeito (México)
Considerada por muitos a maior seleção de todos os tempos. Seis jogos, seis vitórias. O "futebol arte" em sua máxima expressão.
1994: O fim do jejum (EUA)
Após 24 anos de espera, o tetra veio com muita disciplina tática e da dupla mágica Romário e Bebeto. Foi a primeira decisão de pênaltis da história dos Mundiais.
2002: A redenção do Fenômeno (Coreia e Japão)
A última estrela bordada no peito. Com o "Trio R" (Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho), o Brasil venceu todos os 7 jogos da campanha. Uma final histórica contra a Alemanha eternizou Ronaldo na história.
Garçons da Amarelinha: os maiores assistentes
Pelé: 10 assistências
Didi: 6 assistências
Jairzinho: 6 assistências
Zagallo: 5 assistências
Zico: 5 assistências
Os recordistas em campo
Cafu - 20 jogos
Ronaldo - 19 jogos
Taffarel - 18 jogos
Dunga - 18 jogos
Lúcio - 17 jogos
Roberto Carlos - 17 jogos
Curiosidade: entre os jogadores em atividade, Neymar e Thiago Silva são os que mais se aproximam deste seleto grupo.
Recordes individuais
Mais títulos - Pelé: 3 taças (1958, 1962, 1970)
Mais gols em um único jogo - Ademir de Menezes: 4 gols em (Brasil 7x1 Suécia, 1950)
Rei das assistências - Pelé com 10 passes para gol
Jogos sem sofrer gols - Emerson Leão e Taffarel com oito jogos cada
Mais jogos de Copa como capitão - Thiago Silva
Jogador mais jovem - Edu - 16 anos (1966)
Jogador mais velho - Daniel Alves: 39 anos e 210 dias (2022)
O que esperar do Brasil na Copa do Mundo de 2026?
Após 24 anos de espera, o Brasil chega à Copa do Mundo de 2026 (EUA, México e Canadá) com um peso extra nos ombros: o de encerrar o maior jejum de títulos de sua história, igualando o período entre 1970 e 1994.
Como cabeça de chave do Grupo C, a Seleção Brasileira terá uma logística baseada principalmente em estádios nos Estados Unidos. Os adversários da fase inicial serão Escócia, Marrocos e Haiti, nesta ordem de confrontos.
Perguntas frequentes sobre participações do Brasil em Copas do Mundo
1 - Quantos gols o Pelé fez em Copas do Mundo?
O Rei Pelé marcou 12 gols em Copas do Mundo, distribuídos em quatro edições (1958, 1962, 1966 e 1970). Seu desempenho mais brilhante foi na estreia em 1958, quando marcou 6 gols com apenas 17 anos, incluindo dois na grande final contra a Suécia.
2 - Quem é o jogador com mais jogos pelo Brasil em Copas?
O recordista absoluto é o lateral-direito Cafu, com 20 partidas. Ele é o único jogador na história do futebol mundial a ter disputado três finais de Copa do Mundo consecutivas (1994, 1998 e 2002), sagrando-se bicampeão.
3 - O Brasil já ficou de fora de alguma Copa do Mundo?
Não. O Brasil é a única seleção do planeta a ter participado de todas as edições da Copa do Mundo da FIFA desde a sua criação, em 1930. Com a classificação para o Mundial de 2026, a Seleção Brasileira mantém seu recorde de 100% de presença (23 participações).
4 - Qual foi a maior goleada do Brasil na história do torneio?
A maior goleada aplicada pelo Brasil foi o 7 a 1 contra a Suécia, na Copa de 1950, realizada no Maracanã. Naquela partida, Ademir de Menezes brilhou ao marcar quatro gols. Outro placar elástico memorável foi o 4 a 0 sobre a China, em 2002.
5- Quem são os jogadores brasileiros com mais cartões vermelhos em Copas?
O Brasil possui uma lista de jogadores expulsos em momentos cruciais. Entre os mais lembrados estão Felipe Melo (contra a Holanda em 2010), Ronaldinho Gaúcho (contra a Inglaterra em 2002) e Leonardo (contra os EUA em 1994). O Brasil é a seleção com maior número acumulado de cartões vermelhos na história do torneio (11 no total).
6 - O Brasil já está garantido na Copa do Mundo de 2026?
Sim. Após uma campanha sólida nas Eliminatórias Sul-Americanas sob o comando técnico e a renovação do elenco liderada por nomes como Vinícius Jr. e Rodrygo, o Brasil garantiu sua vaga antecipada para o torneio que será sediado por EUA, México e Canadá.
