História das bolas da Copa do Mundo! Tudo o que você precisa saber

A Jabulani marcou a Copa de 2010, realizada na África do Sul
A Jabulani marcou a Copa de 2010, realizada na África do SulGIANLUIGI GUERCIA / AFP

Fornecedora das bolas da Copa do Mundo FIFA desde 1970, a Adidas apresentou em outubro de 2025 o modelo para a edição de 2026, a ser realizada no México, Estados Unidos e Canadá. Batizada de "TRIONDA", a bola as cores dos três países e foi projetada com tecnologias inovadoras. Quais modelos foram nas edições anteriores da Copa do Mundo? Confira!

Para a maioria dos apaixonados por futebol, as bolas usadas nos jogos são muito mais do que simples equipamentos. Elas trazem à tona lembranças de gols históricos, momentos marcantes, marcaram épocas específicas da história do esporte e até nos permitem reviver, com nostalgia, os tempos de infância, de escola e muito mais. Por isso, a aparência, o toque e o voo de uma bola podem causar impressões eternas nos jogadores e torcedores.

Com alguns modelos despertando menos atenção, algumas bolas estão fortemente ligadas a contextos e situações específicas do jogo, facilitando a entender rapidamente o ambiente ao redor de uma Copa do Mundo. Seja pelas estrelas brilhantes da final da Champions League ou pela estética da Telstar, a aparência de uma bola de futebol traz uma sensação de familiaridade, propósito e evento especial.

Além disso, os modelos das bolas se tornam sinônimo de uma determinada competição, com jogadores ou momentos marcantes sendo constantemente lembrados, já que seus designs chamativos sempre acabam ganhando destaque quando lembramos em grandes eventos. Uma legião de torcedores da ingleses jamais vai esquecer da "Challenge 4-Star" laranja que Geoff Hurst acertou no travessão em Wembley, em 1966, enquanto muitos goleiros ainda têm pesadelos com a tão criticada Jabulani (falaremos mais sobre essas duas bolas da Copa do Mundo em breve).

Lionel Messi após vencer a Copa do Mundo FIFA 2022, no Qatar.
Lionel Messi após vencer a Copa do Mundo FIFA 2022, no Qatar.(Photo by Anne-Christine POUJOULAT / AFP)

Por tradição, uma bola é produzida de forma exclusiva para cada edição da Copa do Mundo, sempre com características únicas. Seja pelo design, pela estética ou pelos materiais usados, todas as 22 bolas anteriores, além da recém-lançada TRIONDA, podem ser facilmente diferenciadas. A seguir, analisamos cada uma delas, mostrando como os avanços tecnológicos, as mudanças no design e a evolução tática e técnica do futebol influenciaram a aparência e a funcionalidade das bolas da Copa do Mundo.

Bolas da Copa do Mundo FIFA de 1930 a 2026

T-model - bola usada em 1930, no Uruguai

Usada nas duas Olimpíadas anteriores (1924 e 1928), a T-Model foi escolhida como a bola da primeira Copa do Mundo, que viria a se tornar o maior evento esportivo do planeta. No entanto, o modelo teve que dividir os holofotes no Uruguai, país sede do torneio, com a sua bola “prima”, a Tiento.

A primeira final de Copa do Mundo rendeu um dos episódios mais curiosos da história do torneio, já que duas bolas completamente diferentes foram usadas na mesma partida. Como os capitães não chegaram a um acordo sobre qual bola utilizar, após o árbitro belga John Langenus oferecer duas opções antes do apito inicial, as partes decidiram por um meio-termo: a Tiento seria usada no primeiro tempo, atendendo ao desejo dos argentinos, enquanto a T-model, preferida pelos uruguaios, seria usada no segundo tempo.

A preferência por cada bola acabou se provando, já que a Argentina terminou o primeiro tempo a frente no placar, mas o Uruguai virou o jogo depois do intervalo. Os donos da casa ficara com o troféu, vencendo por 4 a 2 graças a uma atuação inspirada no segundo tempo.

O nome T-Model vem das onze faixas de couro em formato de “T” que envolviam a bola. Ela era pesada, difícil de manusear e se movia de forma imprevisível por não ser totalmente esférica.

Federale 102 - bola usada em 1934, na Itália

Usada com maior frequência na Copa do Mundo de 1934, na Itália, a Federale 102 também teve outros modelos sendo usados durante o torneio. A bola Zig-Zag, fabricada na Inglaterra, ganhou destaque na final do torneio, depois que o capitão da Itália, Gianpiero Combi, e o tchecoslovaco František Plánička, única vez em que dois goleiros foram capitães em uma final de Copa, escolheram o modelo inglês em vez da bola oficial do torneio.

Com design parecido a da T-model, a Federale 102 era costurada com fios de algodão, e não de couro, como na Copa anteior, com o objetivo de aliviar os jogadores, que sofriam ao precisar cabecear. O peso e o material usado para a fabricação na época do torneio deixavam a bola muito firme e pesada. 

Allen - bola usada em 1938, na França

A bola Allen, usada na Copa do Mundo da França, em 1938, última edição do torneio antes da Segunda Guerra Mundial, era muito semelhante às duas anteriores,  sendo feito com um couro marrom escuro e montada a partir de painéis alongados. A partir dessa edição, 1938, até 1966, as bolas da Copa do Mundo passaram a ser fabricadas por empresas do país-sede.

A Allen introduziu um sistema de costura onde as bordas eram mais arredondadas e o bico (válvula de enchimento) era mais discreto, embora ainda exigisse habilidade para ser guardado dentro da carcaça. A bola era composta por 13 gomos de couro legítimo, costurados à mão e possuia formato mais esférico que as versões anteriores. 

Superball Duplo T, bola usada em 1950, no Brasil

A Superball Duplo T, usada na Copa do Mundo de 1950, no Brasil, foi a primeira bola da Copa sem cadarço, sendo inflada por uma válvula localizada em uma das 12 faixas de couro costuradas à mão. A inovação tecnológica permitiu que a bola ficasse mais esférica e com uma superfície mais lisa e uniforme.

Apesar de trazer a inscrição ‘Indústria Brasileira’ na frente, a bola foi criada por uma empresa argentina que abriu uma fábrica no Brasil após o fim da Segunda Guerra Mundial.

A "Duplo T" recebeu esse nome devido ao formato de seus gomos. Ela era composta por 12 gomos curvos que se encaixavam perfeitamente, garantindo uma retenção de ar muito superior às suas antecessoras.

Swiss World Champion, bola usada em 1954, na Suíça

Feita de couro engraxado e com um tom amarelo mostarda, a Swiss World Champion tinha um visual bem marcante. A bola abandonou o tradicional marrom escuro, era composta por 18 gomos entrelaçados em um padrão de zigue-zague. Apesar de ser mais fácil de enxergar em condições climáticas adversas do que as quatro bolas anteriores, a bola de 1954 ainda absorvia muita água. A tecnologia de costura interna foi refinada, tornando as junções quase imperceptíveis ao toque.

Esse problema ficou evidente na final, já que a chuva não deu trégua no Estádio Wankdorf, em Berna. Talvez os jogadores soubessem que a bola ficaria cada vez mais pesada com o passar do tempo, já que a Alemanha Ocidental e a Hungria de Ferenc Puskás marcaram quatro gols nos primeiros dezoito minutos.

Top Star, bola usada em 1958, na Suécia

A primeira bola de Copa do Mundo chutada por um Pelé adolescente foi a discreta Top Star, produzida nas cores amarela, marrom e branca, com um design extremamente simples. Revestida com cera para evitar que a umidade penetrasse no couro, o modelo foi escolhido por um teste cego da Fifa, que definiu a bola entre 102 opções por fabricantes ao redor do mundo.

A Top Star elevou o nível de esfericidade. Enquanto a bola de 1954 tinha 18 gomos, a sueca de 1958 utilizava 24 gomos longos. Feita com couro premium tratado, a bola estava disponível em duas cores: Amarelo/Ocre (para dias secos) e Branco (usada em condições de pouca luz ou chuva).

Mr. Crack, bola usada em 1962, no Chile

Com um nome excêntrico, a Mr. Crack mantinha a forma melhor do que as bolas anteriores, graças a painéis mais arredondados e bem acabados. A válvula, feita de látex em vez de metal, também ajudava a manter a bola mais redonda, já que o ar escapava mais devagar. Em vez dos gomos longos e tradicionais, ela era composta por 18 gomos octogonais e hexagonais que se encaixavam de forma diferente.

Feita com as cores Amarela/Ocre, a Mr. Crack foi considerada um desastre, onde já nos primeiros jogos do evento, as seleções europeias (lideradas pela Itália e Espanha) reclamaram duramente da qualidade da bola. 

Challenge 4-Star, bola usada em 1966, na Inglaterra

A Challenge 4-Star, usada na Copa do Mundo de 1966, estava disponível em três cores, mas ficou famosa na versão laranja, eternizada pelo já citado Geoff Hurst, que marcou um hat-trick histórico contra a Alemanha Ocidental, defendida por Hans Tilkowski, na final da Copa.

Conhecida por fabricar equipamentos de tênis e golfe, a Slazenger ganhou prestígio entre os torcedores de futebol ao criar a famosa Challenge 4-Star. Composta por 25 gomos retangulares entrelaçados. Esse design permitia uma distribuição de peso interna muito equilibrada.

A bola de 1966 é protagonista de um dos lances mais polêmicos da história das Copas: o "Gol Fantasma" de Geoff Hurst na final contra a Alemanha Ocidental. A Challenge 4-Star marcou a despedida das fabricantes locais fornecendo bolas para o Mundial em seus próprios países. A partir de 1970, a FIFA buscou padronização global com a Adidas, tornando a bola da Slazenger uma peça de colecionador extremamente valiosa.

Telstar, bola usada em 1970, no México

A Copa de 1970 marcou uma mudança importante na forma como as bolas oficiais do principal torneio da FIFA eram fornecidas, já que a Adidas fechou uma parceria lucrativa com a entidade máxima do futebol. A empresa alemã se tornou a fornecedora exclusiva das bolas da Copa do Mundo, em um acordo que existe até hoje, deixando para trás as disputas entre fabricantes rivais.

A Adidas revolucionou o design, criando um modelo que se tornou referência. Desde então, a imagem de uma “bola clássica” passou a ser associada à aparência da Telstar: 12 pentágonos pretos sobre 20 hexágonos brancos, resultando em um visual elegante e atemporal. O modelo marcou o tricampeonato do Brasil e a despedida do Rei Pelé do principal evento de futebol do mundo. 

Telstar Durlast, usada em 1974, na Alemanha Ocidental

Para o Mundial na Alemanha, o objetivo não era mudar o visual que já era um sucesso, mas sim garantir que a bola fosse indestrutível e resistente ao clima europeu. Praticamente idêntica ao modelo anterior, a Telstar original já tinha revestimento de plástico Durlast, mas só em 1974 a bola ganhou esse nome, em referência ao material resistente à água.

Este revestimento tornava a bola totalmente impermeável. Diferente das edições anteriores, onde a bola "encharcava" e dobrava de peso em dias de chuva, a Durlast mantinha sua leveza e formato do início ao fim da partida. O sucesso comercial foi tão grande que a Adidas começou a produzir versões para o público geral em larga escala.

Tango Durlast, usada em 1978, na Argentina

Deixando de lado o mosaico de hexágonos e pentágonos que marcou a Telstar, a Adidas apostou em triângulos curvos para a edição de 1978. Esses elementos marcantes apareceram nas cinco bolas seguintes da Copa, sempre adaptados para refletir a cultura, as tradições e as cores do país-sede.

A grande inovação da Tango foi o seu padrão gráfico. Embora ainda fosse composta pelos mesmos 32 gomos (20 hexágonos e 12 pentágonos) da Telstar, a pintura era diferente. O modelo marcou o primeiro título da Argentina, que comandada por Mário Kempes, derrotou a Holanda na grande final (3 a 1).

Tango España, usada em 1982, na Espanha

O revestimento Durlast foi deixado de lado antes da Copa de 1982, dando lugar ao poliuretano, um polímero resistente que oferece maior proteção contra desgaste. A Tango España introduziu costuras seladas com borracha, que reduzia drasticamente a absorção de água, mantendo o peso da bola constante mesmo sob chuva forte.

No 30º aniversário da Tango España, a bola oficial da Eurocopa de 2012 foi batizada de ‘Tango 12’ em sua homenagem. Curiosamente, a Espanha conquistou o título no leste europeu (o torneio foi sediado por Polônia e Ucrânia), e o time de Vicente del Bosque levantou seu terceiro troféu importante em apenas quatro anos.

Azteca, bola usada em 1986, no México

A Azteca foi a primeira bola de Copa feita totalmente de materiais sintéticos, absorvendo menos água do que os modelos anteriores e, por isso, parecia mais leve. Os triângulos do design foram modificados para lembrar as construções dos povos astecas, que habitaram o território do atual México entre 1300 e 1521.

O revestimento externo era de poliuretano, com camadas internas de polímeros que garantiam que a bola voltasse à sua forma esférica imediatamente após o chute. Os triângulos que formavam os círculos da bola traziam padrões inspirados na arquitetura e nos murais astecas. A bola marcou o mundial de Diego Maradona, que venceu o segundo título da Argentina. 

Maradona durante a final da Copa de 1986, no estádio Azteca, contra a Alemanha.
Maradona durante a final da Copa de 1986, no estádio Azteca, contra a Alemanha.(Photo by DPA / dpa Picture-Alliance via AFP)

Etrusco Unico, bola usada em 1990, na Itália

Os designers da Adidas criaram novos triângulos para a bola de 1990, desta vez homenageando a cultura dos antigos etruscos. A Etrusco Unico foi projetada para ser mais rápida e macia, refletindo o estilo de jogo técnico do futebol italiano da época.

Esse povo, que viveu no norte e centro da Itália antes do início do primeiro milênio, costumava retratar cabeças de leões em suas obras. Por isso, a Etrusco Unico trazia essa imagem em seu design.

Foi a primeira bola a utilizar uma camada interna de espuma negra de poliuretano de alta tecnologia. A "Etrusco Unico" também foi a bola oficial da Eurocopa de 1992 e das Olimpíadas de Barcelona (1992).

Etrusco Unico, bola usada na Copa do Mundo de 1990.
Etrusco Unico, bola usada na Copa do Mundo de 1990.(Photo by DANIEL KARMANN / DPA / dpa Picture-Alliance via AFP)

Questra, bola usada em 1994, nos Estados Unidos

Parente próxima da Tango original, a Questra recebeu apenas pequenas alterações para homenagear o país-sede da Copa de 1994. Como referência ao sucesso do programa espacial americano, a bola trazia imagens de planetas, estrelas e foguetes.

O nome da bola foi uma homenagem direta aos 25 anos da missão Apollo 11 e à importância da exploração espacial para os Estados Unidos. Foi a primeira bola de Copa que começou a ser criticada por ser muito "viva". Ela ganhava velocidade rapidamente no ar, dificultando a vida dos goleiros.

A bola ficou marcada pelo quarto título da Seleção Brasileira, que derrotou a Itália na grande final nos pênaltis após empate sem gols na partida. 

Tricolore, bola usada em 1998, na França

Com vários elementos inovadores, a Tricolore conquistou o público francês. Com tons de azul, vermelho e branco, foi a primeira bola multicolorida usada em uma Copa do Mundo e talvez a única até hoje a despertar tanto patriotismo entre os anfitriões.

A Tricolore também se beneficiou das inovações mais recentes em materiais, com uma camada externa de espuma sintática contendo microesferas de gás. Isso permitiu que a bola se movesse com mais eficiência pelo ar.

Fevernova, bola usada em 2002, na Córeia do Sul e Japão

Os triângulos icônicos foram deixados de lado em 2002, quando a Adidas buscou um novo caminho de design e estética para o início do milênio. A Fevernova trazia quatro trigonos que lembravam turbinas eólicas, já que os organizadores queriam chamar atenção para as energias renováveis.

Uma camada aprimorada de espuma sintática deixava a bola mais macia ao toque e, segundo relatos, ajudava a aumentar a precisão de passes, chutes e cruzamentos.

Foi com ela que Ronaldo Fenômeno marcou 8 gols, apagando o trauma de 1998 e garantindo o título contra a Alemanha. O pentacampeonato do Brasil foi conquistado com a Fevernova, marcando a primeira Copa disputada em dois países e na Ásia. 

Teamgeist, bola usada em 2006, na Alemanha

Novos avanços científicos permitiram que a Adidas levasse o desenvolvimento das bolas a outro patamar em 2006, com a produção da Teamgeist, que significa literalmente “Espírito de Equipe”. Com menos de um por cento de diferença para a esfera perfeita e com os painéis colados termicamente, a Teamgeist foi um exemplo de excelência em engenharia.

Abandonando o padrão antigo, a Teamgeist foi feita com apenas 14 gomos curvos, unidos por selagem térmica (sem costuras). Com menos gomos e menos junções, a bola tornou-se significativamente mais redonda e lisa. Isso reduzia a resistência do ar e criava uma superfície uniforme, independentemente de onde o pé do jogador atingisse a bola.

Jabulani, bola usada em 2010, na África do Sul

Talvez a bola mais polêmica da história das Copas, a Jabulani balançava, mudava de direção e caía de forma imprevisível durante o voo. Isso dava vantagem aos atacantes, já que muitos goleiros não conseguiam prever o destino final dos chutes de longa distância.

Apesar disso, havia um significado por trás do visual da Jabulani: suas onze cores representavam o número de idiomas oficiais da África do Sul, a quantidade de jogadores em um time de futebol e o número de cidades-sede da Copa de 2010.

Brazuca, bola usada em 2014, no Brasil

Testada por 30 grupos de cientistas e mais de 600 jogadores profissionais, a Brazuca passou por um rigoroso controle de qualidade. Talvez as lembranças dos problemas da Jabulani ainda estivessem frescas na cabeça da FIFA… O processo de testes funcionou: a aerodinâmica, a aderência e a estrutura simétrica da Brazuca fizeram dela uma grande evolução em relação à antecessora.

O nome da bola foi escolhido por votação popular (com mais de 1 milhão de votos), superando opções como "Bossa Nova" e "Carnavalesca". O termo "Brazuca" reflete o estilo de vida brasileiro: alegre, vibrante e apaixonado por futebol.

A Brazuca foi composta por apenas 6 gomos de poliuretano com um formato inovador (parecido com hélices). Essa redução no número de peças ajudou a criar uma uniformidade perfeita na superfície.

Brazuca em jogo da Alemanha, em Porto Alegre, no Estádio Beira-Rio.
Brazuca em jogo da Alemanha, em Porto Alegre, no Estádio Beira-Rio.(Photo by JAMIE SQUIRE / Getty Images South America / Getty Images via AFP)

Telstar 18, bola usada em 2018, na Rússia

Apesar de ter sido criada para homenagear a primeira bola da Copa feita pela Adidas, lançada quase 50 anos antes, a Telstar 18 também representou um salto para o futuro. Com um chip NFC (comunicação por campo de proximidade), torcedores que compraram réplicas podiam escanear a bola com o celular e acessar informações extras e conteúdos relacionados à Copa.

Diferente das três edições anteriores (e da próxima, no Catar), a final da Copa de 2018 não teve uma bola “edição ouro”. Em vez disso, a Telstar “Mechta”, de cor vermelha, termo russo que significa sonho ou ambição, foi usada a partir das oitavas de final.

Telstar 18, usada na Copa da Rússia, em 2018.
Telstar 18, usada na Copa da Rússia, em 2018.(Photo by MANAN VATSYAYANA / AFP)

Al Rihla, bola usada em 2022, no Catar

Aproveitando o sucesso tecnológico da Telstar 18, a Al Rihla trouxe vários elementos inovadores no design. Além de contar com um núcleo CRT que proporcionava mais precisão, velocidade e estabilidade no voo, o modelo de 2022 do Catar foi equipado com tecnologia de “bola conectada”.

Isso permitiu que as equipes de arbitragem tomassem decisões mais rápidas e precisas, graças aos dados detalhados fornecidos, seja para lances de impedimento ajustados, redução do tempo de análise do VAR ou identificação do ponto de contato em divididas mais fortes. Com cores vibrantes e um padrão triangular marcante, a Al Rihla ficará para sempre ligada à conquista histórica de Messi na Copa do Mundo.

Bolas da Copa do Mundo: Perguntas Frequentes

1. Quando a Adidas começou a fabricar bolas da Copa do Mundo?

A Adidas começou a fornecer a bola oficial da Copa do Mundo em 1970, quando o México sediou o torneio pela primeira vez.

2. Quantas bolas de Copa do Mundo já existiram?

Já foram realizadas 22 edições da Copa do Mundo até agora, e cada uma teve sua bola exclusiva.

3. Quando foi criada a primeira bola sintética da Copa?

A primeira bola da Copa feita totalmente de materiais sintéticos foi a Azteca, usada no México em 1986.

4. Qual bola de Copa do Mundo foi a mais polêmica?

Por causa da textura “grip n’ groove” e do voo imprevisível, a Jabulani gerou mais polêmica do que qualquer outra bola de Copa.

5. Qual é o nome da bola da Copa do Mundo de 2026?

A bola que será usada na América do Norte neste verão se chama TRIONDA