A menos de três meses do início da concentração nos Estados Unidos, a disputa parece se reduzir a dois nomes: Joaquín Panichelli e Flaco López. Um compete na França; o outro, no Brasil. Ambos chegam com números que respaldam a sua candidatura.
Confira o calendário da Argentina
Dois perfis semelhantes, cenários diferentes
Panichelli consolidou-se no Strasbourg, uma das revelações da Ligue 1. O ex-River soma 17 gols e quatro assistências em 34 jogos nesta temporada, com uma sequência recente que o mantém em grande forma. A sua presença no futebol europeu, com contato semanal em uma das maiores ligas do mundo, dá ao jogador uma vantagem competitiva.
Do outro lado está Flaco, do Palmeiras. No Brasil, o argentino construiu uma trajetória sustentada: 63 gols e 19 assistências em 192 jogos, além de vários títulos nos últimos anos. A sua capacidade aérea, potência física e experiência em cenários decisivos o mantêm como uma opção sólida.
Ambos partilham características que se encaixam no modelo que a equipe técnica da Argentina quer: referência na área, jogo de costas, força no choque e oportunismo nas zonas de finalização.
O que Scaloni procura
O técnico Lionel Scaloni não costuma se guiar exclusivamente pela liga em que os jogadores atuam, mas sim pelo desempenho consistente e pelo protagonismo nos clubes. Nesse sentido, os números recentes mostram uma paridade acentuada: Panichelli marcou sete gols nos últimos 11 jogos; López marcou seis em 13 entre o Brasileirão e o Paulista.
Ambos já tiveram contato com a Albiceleste em amistosos recentes, um sinal de que estão no radar e fazem parte da análise final.
Os que parecem ter ficado para trás
Na corrida por uma vaga, outros nomes também surgiram durante o processo, como Alejandro Garnacho, Facundo Buonanotte e Valentín Castellanos. No entanto, hoje, estão atrás e precisariam de uma grande mudança no cenário para entrar na lista definitiva.
Uma decisão em aberto
A definição não parece iminente, mas está cada vez mais acirrada entre dois candidatos. O contexto, o estado de espírito, a adaptação ao grupo e os detalhes táticos podem inclinar a balança.
Em um elenco que já tem uma estrutura consolidada, o terceiro atacante não será um nome decorativo: será uma peça que deverá responder quando o torneio exigir. E nessa disputa, Panichelli e López continuam marcando território à força de gols.
