"O Mundial é um evento histórico e internacional, cujo órgão dirigente é a FIFA, não um indivíduo ou um país. A equipe nacional do Irã, com determinação e uma série de vitórias decisivas, foi uma das primeiras a garantir a classificação para este grande evento. Ninguém pode excluir a equipe nacional do Irã do Mundial. O único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta o título de anfitrião mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes neste evento global", escreveu a equipe nacional do Irã em sua conta oficial.
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Esta mensagem foi compartilhada pelo técnico iraniano Amir Ghalenoei na sua conta de Instagram. A publicação surgiu logo após um post de Donald Trump na sua rede Truth Social, onde afirmou que o Irã não deveria participar do Mundial, que vai acontecer entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá, para a sua própria "segurança".
"A equipe nacional do Irã é bem-vinda no Mundial, mas sinceramente não acredito que a presença dos jogadores seja adequada, para a sua própria vida e segurança", escreveu Trump no 13º dia da guerra no Oriente Médio.
Os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, uma grande ofensiva aérea sobre o Irã, eliminando nas primeiras horas a liderança político-militar da República Islâmica ao matar, num ataque, o seu guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

O Irã vai enfrentar, na primeira fase do Mundial, a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles, encarando também o Egito em Seattle. O time vai ficar concentrado em Tucson, no Arizona, durante o torneio.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, garantiu na quarta-feira que Donald Trump lhe prometeu, durante uma reunião no dia anterior em Washington, receber a seleção.
"Durante as nossas conversas, o presidente Trump reafirmou que a equipe iraniana era, naturalmente, bem-vinda para disputar o torneio nos Estados Unidos." A Casa Branca confirmou estas declarações.
