Nesta quinta-feira (27), dirigentes da UEFA e de suas 55 federações vão se reunir em Mônaco para o sorteio da Liga dos Campeões e devem aproveitar o encontro para discutir o conflito com a FIFA.
Em um movimento incomum, a UEFA e suas federações haviam ameaçado "unanimemente" em 30 de julho boicotar todas as competições da FIFA, após virem à tona os planos de Infantino de criar uma sociedade comercial aberta a investidores privados para seus torneios.
Mesmo depois de Infantino ter desistido dessa ideia diante da enorme oposição, os europeus mantiveram a ameaça, exigindo que "tentativas de desfigurar o futebol não possam voltar a acontecer".
De acordo com outra fonte próxima às entidades, a próxima flexibilização da postura europeia está principalmente "ligada à proximidade da Copa do Mundo Feminina Sub-20", que será realizada na Polônia de 5 a 27 de setembro.
Não é só a Polônia que se encontra em uma situação delicada em caso de boicote, já que vários dos principais países europeus estão classificados para a Copa do Mundo.
A UEFA, aliada à Concacaf e à AFC, parece decidida a pressionar pela saída de Infantino, que por enquanto é o único candidato na disputa para as eleições presidenciais de 18 de março de 2027. As confederações não têm influência direta nessa votação, já que são as 211 federações que decidem de acordo com o princípio de "um país, um voto".
Na segunda-feira (25), o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, confirmou que não será candidato nas eleições da FIFA, mas demonstrou disposição para encontrar um nome que possa disputar nas urnas com Infantino.
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