Apesar das preocupações com possíveis atrasos no andamento do jogo, o VAR terá um papel ainda mais amplo na Copa do Mundo. Pelas regras atuais, apenas cartões vermelhos diretos podem ser revisados pelo VAR, e não duas faltas passíveis de cartão amarelo.
A IFAB afirma que escanteios concedidos incorretamente só serão revertidos se a revisão "puder ser concluída imediatamente e sem atrasar o reinício da partida".
Contagens regressivas serão introduzidas para tiros de meta, laterais e substituições, numa tentativa de desencorajar a perda de tempo. Se um jogador demorar muito, a posse de bola passará para o outro time, o que significa que um tiro de meta poderá se tornar um escanteio, ou um lateral poderá ser concedido ao adversário.
Os jogadores terão 10 segundos para deixar o campo assim que seu número for exibido no painel de substituições. Caso não o façam, ainda deverão deixar o campo imediatamente, mas o substituto não poderá entrar em campo até a próxima paralisação do jogo, após pelo menos um minuto de jogo ter decorrido.
Jogadores que receberem tratamento para uma lesão, ou cuja lesão cause a interrupção do jogo, deverão deixar o campo por um minuto antes de poderem retornar.
As mudanças nas regras, acordadas em uma reunião em Cardiff, entrarão oficialmente em vigor a partir de 1º de julho, mas serão adotadas na Copa do Mundo, que começa em 11 de junho.
A IFAB também realizará consultas para desenvolver medidas para casos em que jogadores deixem o campo em protesto contra uma decisão do árbitro e cubram a boca ao confrontar adversários durante as partidas.
Vinícius Júnior, do Real Madrid e da Seleção Brasileira, afirmou ter sido vítima de racismo em uma partida da Liga dos Campeões contra o Benfica no início deste mês, quando Gianluca Prestianni cobriu sua boca com a camisa.
O argentino nega ter proferido insultos racistas contra o brasileiro, mas foi suspenso provisoriamente para o jogo de volta entre as equipes, enquanto a UEFA investiga o ocorrido.
