A Seleção do Iraque tem um encontro com a história no dia 31 de março, no Estádio BBVA, em Monterrey, quando vai disputar uma vaga na Copa do Mundo contra o vencedor de Bolívia e Suriname. No entanto, a luta por esse sonho quase não se concretizou.
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A guerra entre Estados Unidos e Israel contra Irã, iniciada há duas semanas, colocou o Oriente Médio à beira do colapso, com conflitos em países vizinhos e disputas ideológicas. Esse cenário ameaçou a presença dos iraquianos em território mexicano, inclusive a emissão dos vistos necessários para a delegação.

Vistos resolvidos
Apesar da incerteza, a diplomacia entre todas as partes conseguiu criar as condições para que o Iraque pudesse ter o direito de lutar por uma vaga na Copa do Mundo. "Teremos os jogos de repescagem com a seleção do Iraque. Realmente houve alguns problemas para emitir os vistos por causa do conflito no Oriente Médio", explicou na última sexta-feira (13) Gabriela Cuevas, representante do México junto à FIFA.
Assim, os rumores sobre o cancelamento da repescagem, uma nova data para os jogos e até mesmo a eliminação direta do Iraque desapareceram completamente. Com o aval diplomático do México, a seleção iraquiana vai ter a chance de lutar, dentro de campo, como manda o esporte, para voltar à Copa do Mundo após quatro décadas de ausência.

Um corredor seguro
Mas, apesar de a diplomacia ter triunfado no final, o caminho literal que o Iraque vai precisar fazer até o México é um reflexo dos tempos atuais, mas também da luta para manter, mesmo em meio à adversidade, o espírito esportivo acima de tudo.
O time comandado pelo australiano Graham Arnold vai sair de Bagdá por um corredor seguro até Amã, na Jordânia, de onde poderá iniciar a longa jornada até o norte do México, garantindo que a seleção iraquiana esteja em Monterrey 11 dias antes do jogo que vai definir seu retorno à principal competição de futebol do planeta.
