Para se ter ideia, a Itália não sabe o que é disputar um mata-mata de Copa do Mundo desde 2006, quando chegou à final contra a França e sagrou-se tetracampeã.
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No Mundial de 2010, a Azzurra também caiu na fase de grupos — assim como faria em 2014 —, terminando em último lugar de uma chave com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia.
Fora de sua terceira Copa seguida, a Itália fez seu último jogo em Mundiais no dia 24 de junho de 2014. Na ocasião, a Azzurra perdeu para o Uruguai por 1 a 0, na Arena das Dunas, em Natal, fechando sua participação no torneio em terceiro lugar do Grupo D, com três pontos.
Argentina ainda não era campeã do mundo
A Argentina também já ficou fora de três Copas consecutivas — de 1938 a 1954. No entanto, nossos hermanos ainda não eram campeões do mundo naquele período. O primeiro dos três títulos argentinos veio em 1978.
A Argentina ficou fora de três Copas seguidas por orgulho e política. Em 1938, boicotou a França por discordar da sede; em 1950, desistiu devido a brigas com a federação brasileira e greve de atletas; e em 1954, recusou-se a jogar as Eliminatórias por soberba de seus dirigentes.
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Uruguai rondou marca negativa três vezes
Antes do recorde negativo da Itália, o Uruguai esteve fora de duas Copas consecutivas em três ocasiões. A Celeste boicotou as edições de 1934 e 1938 porque as seleções europeias se recusaram a viajar para a América do Sul no Mundial de 1930, vencido pelos uruguaios.
Depois, a equipe não se qualificou para as Copas de 1978 e 1982, caindo para a zebra Bolívia e para o Peru de Cubillas, respectivamente, nas Eliminatórias.
O terceiro hiato uruguaio veio nos anos 1990, ficando fora das Copas de 1994 e 1998. Para o Mundial dos Estados Unidos, a Celeste ficou em terceiro lugar em seu grupo, atrás de Brasil e Bolívia. Já na disputa para a Copa da França, no primeiro torneio disputado no sistema de pontos corridos com todas as seleções jogando entre si, os uruguaios fizeram uma campanha muito irregular e terminaram apenas na sétima posição.
Espanha com dois hiatos
Campeã do mundo em 2010, a Espanha ficou fora de duas Copas consecutivas em duas ocasiões. A ausência da Roja no Mundial 1954 ocorreu de forma dramática nas Eliminatórias após um empate em pontos e saldo com a Turquia; uma escolha de papel em uma urna acabou eliminando a Espanha.
Já para o Mundial de 1958, a talentosa geração de Di Stéfano ficou de fora por critérios técnicos dentro de campo. A Roja começou a campanha empatando em casa com a Suíça e perdendo para a Escócia fora, tropeços que custaram a liderança do grupo e a única vaga direta para o torneio na Suécia.
Depois, a Espanha não participou de forma consecutiva dos Mundiais de 1970 e 1974. Na disputa para a Copa do México, a Roja fez uma campanha muito irregular e terminou em terceiro lugar de seu grupo, superada por Bélgica e Iugoslávia.
Já na briga pela vaga na Alemanha, a seleção espanhola empatou em pontos com a Iugoslávia na liderança da chave e forçou um jogo extra de desempate em campo neutro. No duelo decisivo disputado em Frankfurt, os iugoslavos venceram por 1 a 0 e carimbaram o passaporte, adiando o sonho espanhol.
França antes dos títulos mundiais
Antes de sagrar-se campeã mundial em 1998, a França ficou fora de duas Copas consecutivas em duas oportunidades. Os Bleus não se classificaram para as Copas de 1970 e 1974 após campanhas muito irregulares nas Eliminatórias, caindo para Suécia e União Soviética, respectivamente.
Nos anos 1990, o drama se repetiu: em 1990, a equipe não superou a concorrência de Iugoslávia e Escócia. Já em 1994, os franceses protagonizaram um vexame histórico ao perderem a vaga em casa para a Bulgária nos segundos finais do último jogo.
Recorde brasileiro e desempenho alemão
Pentacampeão do mundo, o Brasil segue como a única seleção que esteve presente em todos os Mundiais. A tetracampeã Alemanha ausentou-se de duas Copas: a de 1930, quando não participou por opção, e a de 1950, quando foi banida.
