O Flashscore selecionou o que acreditamos serem as 10 partidas mais marcantes da Copa do Mundo da FIFA de todos os tempos.
Confira o calendário da Copa do Mundo
10) Dinamarca 6 x 1 Uruguai, 1986, fase de grupos
Pode-se certamente argumentar que a Dinamarca é o estreante mais empolgante da Copa do Mundo que o torneio já viu. Usando o uniforme mais icônico da história do torneio, a seleção dinamarquesa ficou conhecida como "os brasileiros da Escandinávia" com seu estilo de ataque implacável.
A equipe já havia vencido a Escócia e, em seguida, não teve dificuldade com a Alemanha Ocidental, mas foi o desempenho quando humilharam o Uruguai por 6 a 1 que os elevou a potenciais vencedores do torneio. O craque do Verona, Preben Elkjaer, marcou três gols, enquanto seu parceiro de ataque Michael Laudrup atravessou a defesa sul-americana como uma faca na manteiga.
9) Holanda 1 x 1 Argentina, 1978, final (a Argentina venceu por 3 x 1 após a prorrogação)
O início dessa final foi repleto de controvérsias, pois os holandeses, que supostamente foram levados a um desvio intencional no caminho para o estádio, acusaram os argentinos de usar táticas de enrolação para atrasar a partida. A equipe anfitriã acabou chegando com cinco minutos de atraso, enquanto a multidão ensandecida cobria o gramado de confetes.
Mario Kempes marcou o primeiro gol, passando por baixo de Jan Jongbloed a 12 metros de distância, antes de Dick Nanninga empatar com uma cabeçada poderosa a oito minutos do fim. Com o placar empatado em 1 a 1, Kempes restabeleceu a liderança para a anfitriã na prorrogação com uma corrida individual, antes de Daniel Bertoni completar a vitória 10 minutos depois.
8) Argentina 3 x 3 França, 2022, final (a Argentina venceu por 4 x 2 nos pênaltis)
Seria impossível falar sobre a história da Copa do Mundo sem mencionar Lionel Messi, que em 2022 finalmente conquistou o troféu que lhe escapava, apesar de ter sido eleito o melhor jogador de sua geração. Messi e seu companheiro de equipe Ángel Di María contribuíram para colocar a Argentina em vantagem de 2 a 0 no intervalo.
Kylian Mbappé permaneceu relativamente calmo até os 35 minutos do segundo tempo, quando marcou dois gols em rápida sucessão para empatar o jogo. Messi respondeu na prorrogação com um gol que parecia ser o gol da vitória, mas Mbappé completou seu hat-trick para levar o jogo para a prorrogação.
Na disputa de pênaltis, Messi e Mbappé fizeram valer seus esforços. No entanto, dois dos chutes da França não acertaram o gol. A Argentina venceu a disputa de pênaltis por 4 a 2 e realizou o sonho de Messi de ganhar o troféu da Copa do Mundo.
7) Brasil 4 x 1 Itália, 1970, final
O destino do Troféu Jules Rimet seria decidido para sempre por essa partida. Pelé mostrou todo o seu brilhantismo ao cabecear para o gol um cruzamento de Jairzinho aos 18 minutos, antes de o Brasil ser punido por uma falha defensiva que permitiu que Roberto Boninsegna empatasse antes do intervalo.
Gerson, então, restabeleceu a vantagem brasileira com uma finalização perfeita aos 21 minutos do segundo tempo, antes de Jairzinho dar aos brasileiros uma vantagem de dois gols quando Pelé cabeceou a bola em seu caminho. Pouco antes do final, o lateral Carlos Alberto marcou um dos maiores gols de todos os tempos, com um total de sete jogadores trocando passes até que o capitão chutou a bola no canto.
6) Argentina 3 x 2 Alemanha Ocidental, 1986, final
Com um grande público e uma atmosfera maravilhosa, todos os olhos estavam voltados para Diego Maradona antes da final entre dois ex-campeões, Argentina e Alemanha Ocidental, no Estádio Azteca. José Brown colocou a Argentina em vantagem no meio do primeiro tempo da final, e os sul-americanos pareciam ter um controle sólido quando Jorge Valdano marcou o segundo gol aos 10 minutos do segundo tempo.
No entanto, a Alemanha Ocidental iniciou uma reação vigorosa quando Karl-Heinz Rummenigge diminuiu aos 29 minutos do 2° tempo. Seis minutos depois, Rudi Voller marcou o gol de empate. Faltando sete minutos para o fim do jogo, Maradona mostrou toda a sua classe e deu a Jorge Burruchaga a chance de marcar o gol da vitória da Argentina.
5) Inglaterra 2 x 2 Argentina 1998, oitavas de final (a Argentina venceu por 4 x 3 nos pênaltis)
Depois que o brilhantismo de Maradona e a "Mão de Deus" negaram a vitória à Inglaterra 12 anos antes, os Três Leões não conseguiram se vingar da Argentina em Nantes.
Os argentinos começaram bem, com um pênalti cobrado por Gabriel Batistuta logo no início, mas Michael Owen colocou a Inglaterra de volta no jogo, primeiro empatando a partida com uma cobrança de pênalti e, depois, concluindo uma sublime jogada individual para fazer 2 a 1.
No entanto, pouco antes do intervalo, os sul-americanos executaram uma maravilhosa jogada de bola parada que permitiu que Javier Zanetti empatasse a partida contra os homens de Glenn Hoddle, que foram forçados a se defender por mais de uma hora com 10 homens depois que David Beckham foi expulso. No final, a Inglaterra perdeu nos pênaltis, como tantas vezes antes.
4) Inglaterra 4 x 2 Alemanha Ocidental, 1966, final
A Inglaterra de Sir Alf Ramsey venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2 após a prorrogação para ganhar a Copa do Mundo pela primeira vez na história e, desde então, a Inglaterra não conseguiu repetir esse feito.
Após a abertura do placar por Helmut Haller, os Três Leões conseguiram virar a partida com gols de Geoff Hurst e Martin Peters, antes de a Alemanha levar o jogo para a prorrogação com um gol de empate de Wolfgang Weber no último minuto.
No entanto, os anfitriões conquistaram a vitória em circunstâncias que ainda são debatidas até hoje, quando o chute forte de Hurst bateu na parte de baixo do travessão. Ainda não se sabe se a bola cruzou a linha, mas o gol foi concedido, para desespero dos alemães que protestavam.
3) França 1 x 1 Brasil, 1986, quartas de final (a França venceu por 4 x 3 nos pênaltis)
O jogo foi adequadamente comparado à "Luta do Século", sendo uma das partidas mais emocionantes da história do futebol, com jogadores como Joel Bats, Manuel Amoros, Jean Tigana, Michel Platini, Sócrates e Careca na melhor forma de suas vidas. Careca finalizou uma jogada fantástica para abrir o placar, mas Platini empatou.
Zico entrou no segundo tempo, desperdiçando uma penalidade que faria falta no resultado final. O craque também iria errar um chute na disputa de pênaltis, quando a França foi mais eficiente, vendo Luis Fernandez garantir a classificação dos Bleus para a semifinal.
2) Alemanha Ocidental 3 x 3 França, 1982, semifinal (a Alemanha Ocidental venceu por 5 x 4 nos pênaltis)
Muitas pessoas provavelmente se lembrarão da semifinal por causa da terrível provocação do goleiro Harald Schumacher a Patrick Battiston, quando ele bateu com o quadril no rosto do francês em alta velocidade, e o zagueiro perdeu dois dentes e quebrou três costelas.
No final, a equipe alemã, composta, clínica e organizada, venceu um time francês talentoso, liderado por Michel Platini, que jogou com todo o talento do mundo.
Os Bleus venceram por 3 a 1 na prorrogação depois que o jogo terminou em 1 a 1, mas um gol de Karl-Heinz Rummenigge e a cabeçada de Klaus Fischer levaram o jogo para a disputa de pênaltis, onde as defesas de Schumacher em Didier Six e Maxime Bossis foram decisivas.
1) Itália 3 x 2 Brasil, 1982, segunda fase de grupos
Conhecida como "o dia em que o futebol morreu", a Seleção Brasileira de 1982 ficou conhecida como "a maior equipe que nunca ganhou a Copa do Mundo" ao perder por 3 a 2 para a Itália na fase intermediária da Copa do Mundo.
Na preparação para o torneio, o Brasil, que tinha Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico (um dos melhores meias da história do futebol), havia se aquecido para a Copa do Mundo vencendo a Inglaterra em Londres, a França em Paris e a Alemanha Ocidental em Stuttgart. Mas depois de marcar 13 gols em quatro jogos, o Brasil pagou o preço mais alto pela defesa ingênua, pois os três gols de Paulo Rossi levaram a Itália à próxima fase.
