Quanto custam os ingressos para a Copa do Mundo de 2026?

Torcedores tem criticado preço dos ingressos da Copa
Torcedores tem criticado preço dos ingressos da CopaFREDERIC J. BROWN / AFP

A Copa do Mundo de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, já dá o que falar — não só pelo novo formato de 48 seleções, mas também pelo alto custo dos ingressos.

Sob gestão exclusiva da FIFA, o processo de venda de bilhetes começou em setembro de 2025, com uma fase de pré-venda pela Visa, seguida de um sistema de sorteio em outubro e de uma distribuição ampla entre dezembro e janeiro. Ao fim destas etapas, o Mundial entra agora nas suas duas fases decisivas de bilheteria.

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O momento atual corresponde à janela na qual os ingressos são disponibilizados por ordem de chegada. Numa fase posterior, será ativada a plataforma oficial de revenda da FIFA, permitindo aos torcedores comprar e vender bilhetes com segurança garantida pelo organismo. Para acessar, é preciso criar uma conta FIFA válida e inserir dados de pagamento autorizados.

Os preços apresentam uma variação significativa, influenciada pela localização no estádio e pela fase da competição. Na Categoria 1, que assegura melhor visibilidade, os valores começam nos 350 euros (R$ 2,043) na fase de grupos e podem atingir os 9,4 mil euros (R$ 54,8 mil) na final.

A Categoria 2 oscila entre 265 euros (R$ 1,54 mil) e 6,3 mil euros (R$ 36,7 mil), enquanto a Categoria 3 varia entre 120 euros (R$ 700) e 4,9 mil euros (R$ 28,6 mil).

Reservada aos residentes dos países anfitriões, a Categoria 4 limita-se à fase de grupos, com preços entre 60 euros (R$ 350) e 510 euros (R$ 2,97 mil). Paralelamente, as federações participantes dispõem de uma cota especial, que permite o acesso a um número restrito de bilhetes a preços reduzidos, por 55 euros (R$ 321) o jogo.

O jogo de abertura apresenta uma tabela própria, com valores entre 510 euros (R$ 2,97 mil) e 2,55 mil euros (R$ 14,89 mil), dependendo da categoria escolhida.

Este modelo de preços tem sido alvo de fortes críticas por parte das associações de torcedores, que apontam para custos cada vez mais altos e pouco acessíveis. Em resposta, a FIFA sustenta que os valores refletem uma procura global sem precedentes.

A controvérsia estende-se ainda ao mercado secundário, onde bilhetes para a final já estarão sendo anunciados por valores astronômicos, aumentando o debate em torno da acessibilidade ao maior palco do futebol mundial.

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