As oito vitórias em 10 jogos nas Eliminatórias provam que o Egito tem força para agitar a fase de grupos. Contando com o talento de astros como Mohamed Salah e Omar Marmoush, a equipe vai disputar sua quarta Copa do Mundo, após marcar presença em 1934, 1990 e 2018.
Para entender melhor a preparação da seleção egípcia para o torneio, o Flashscore conversou com Juan Bezerra, atacante brasileiro do Zamalek. Destaque do clube egípcio na temporada, Juan soma 12 participações em gols nos 28 jogos que disputou este ano.

Modelo de jogo do Egito
Futebol intenso, veloz e de transição. Essas são as principais marcas do estilo de jogo do Egito, de acordo com o atacante Juan Bezerra. Para ele, além de contar com peças de muita qualidade, o técnico Hossam Hassan tem a união do elenco como um grande diferencial.
“Eles são bastante intensos e têm muita velocidade e qualidade. Todos sabem jogar em conjunto; é o jogo coletivo que deve fazer a diferença para eles nesse Mundial”, destacou o atleta.
A estrela do time
Embora não chegue no auge físico e técnico visto no Mundial de 2018, Mohamed Salah segue como a principal referência do Egito. Aos 33 anos, o atacante do Liverpool não teve sua temporada mais brilhante pelo clube inglês, mas Juan Bezerra acredita que o instinto de decisão do craque pode despertar na maior Copa do Mundo da história.
“A seleção tem grandes nomes, e o Salah é o principal deles. É um jogador de muita qualidade, que pode definir uma partida a qualquer momento. Uma peça fundamental no ataque”, completou Juan.

Quem pode surpreender?
Com 38 partidas pela seleção, o lateral-esquerdo Ahmed Fatouh é apontado por Juan como a potencial surpresa dos Faraós para este Mundial. Aos 28 anos, o defensor vem empilhando boas atuações tanto no cenário internacional quanto no Zamalek, onde atua justamente ao lado do atacante brasileiro.
“Nós jogamos juntos no Zamalek e o Fatouh tem muita bola, é um jogador que pode surpreender nessa Copa e ajudar o Egito a conseguir bons resultados. Acredito que essa nova safra pode fazer a seleção chegar longe”, projetou o atacante.
“Fatouh tem um passe bom, tem boa saída de bola, ótima visão de jogo e sabe segurar bem a partida. Acredito que vai se destacar bastante nessa Copa”, completou Juan.

O clima para viver a Copa
Ansiedade é a palavra que define o sentimento dos torcedores egípcios para este Mundial. Confiando em uma nova geração e no comando de um técnico experiente à beira do gramado, o país deposita suas esperanças no equilíbrio perfeito entre juventude e maturidade que molda o Egito atual.

De acordo com Juan, o futebol no Egito é vivido com extrema intensidade. A eliminação precoce na última Copa Africana de Nações foi um duro golpe para os torcedores, que costumam tomar as ruas do país com bandeiras e muita festa para apoiar a seleção nacional.
“Quando eles avançaram para o mata-mata, a torcida foi para a rua, animada, cantando. Depois, com a eliminação, foi aquele choque. Eu passava e olhava lamentando, porque torci muito pelo Egito. Mas futebol é isso. Minha torcida agora é por eles na Copa. Se jogarem contra o Brasil, torço por um empate em 1 a 1”, brincou o atacante.
Agenda do Egito no Mundial
15/6 (segunda)
16h - Bélgica x Egito (Seattle, EUA) - CazéTV e Flashscore (comentários em áudio)
21/6 (domingo)
22h - Nova Zelândia x Egito (Vancouver, Canadá) - CazéTV
27/6 (sábado)
0h - Egito x Irã (Seattle, EUA) - CazéTV
