Repescagem da UEFA para a Copa de 2026: quem brilha e decepciona no continente?

Itália espera superar passado recente e garantir vaga na Copa de 2026
Itália espera superar passado recente e garantir vaga na Copa de 2026STEFANO RELLANDINI / AFP

A briga pelas últimas quatro vagas europeias começa agora, com 16 seleções em busca da classificação definitiva.

A contagem regressiva aponta apenas três meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026. No dia 11 de junho, o icônico Estádio Azteca receberá o duelo de abertura entre México e África do Sul, mas o "grid de largada" ainda conta com vagas em aberto, especificamente quatro destinadas ao Velho Continente.

Confira o calendário da Copa do Mundo 

O destino dessas últimas vagas será selado nos próximos dias durante a repescagem da UEFA para a Copa do Mundo de 2026. Ao todo, 16 nações entram em campo, por uma batalha feroz em um lugar no prestigiado torneio, que agitará os gramados de EUA, Canadá e México neste verão.

Até o momento, a repescagem europeia já contou com oito edições, mas esta nona versão traz um tempero especial: é a primeira sob o novo formato de 48 seleções. Suécia, Irlanda do Norte, Dinamarca, Polônia, Bósnia & Herzegovina, País de Gales, Eslováquia, República Tcheca, Romênia, Turquia, Itália, Ucrânia, Albânia, Kosovo, Irlanda e Macedônia do Norte são as protagonistas, que lutarão pelas quatro vagas restantes. 

No histórico da competição, Bélgica, Croácia e Portugal ostentam a condição de especialistas: o trio detém 100% de aproveitamento, com três classificações em três participações. Logo atrás, França, Eslovênia, Grécia e Suíça aparecem com dois acessos via repescagem cada, superando as demais seleções europeias, que só atingiram o feito uma única vez. 

Um dado curioso repercute sobre a atual edição: nenhum dos 16 países participantes, na repescagem da Copa do Mundo de 2026, conseguiu se classificar via repescagem mais de uma vez, em suas histórias. Por outro lado, o fantasma da eliminação precoce, nesta fase, assombra diversos elencos.

A Ucrânia, que tenta novamente a sorte para 2026, carrega o amargo fardo de ser a recordista de quedas na repescagem, com cinco eliminações até aqui. O número supera as três decepções sofridas por Rússia e Irlanda (esta última também presente, nesta edição). 

Calendário da repescagem
Calendário da repescagemFlashscore

No grupo das que ficaram pelo caminho, em duas ocasiões, aparecem Itália, Romênia, República Tcheca, Áustria, Turquia e Suécia. O caso da Azzurri é particularmente dramático: a tetracampeã mundial sofreu dois baques consecutivos, nas edições de 2018 e 2022. 

O pesadelo italiano foi selado com derrotas traumáticas diante da Suécia (1 a 0) e Macedônia do Norte (1 a 0), em 2018 e 2022, respectivamente, impedindo a presença da gigante europeia nos últimos dois torneios.

Angústia e alegria

O histórico remete a 1986, quando houve uma repescagem preliminar entre Bélgica e Holanda, por uma vaga na Copa de 24 seleções. Os belgas foram os primeiros a saborear a alegria da classificação via repescagem, eliminando a Laranja  Mecânica com um empate agregado de 2 a 2, o suficiente graças à regra dos gols fora de casa. 

O cenário mudou em 1998, quando a Copa do Mundo se expandiu para 32 nações, consolidando o formato da repescagem com quatro vagas.

Naquela ocasião, a Croácia despachou a Ucrânia por 3 a 1, a Itália venceu a Rússia por 2 a 1 e a Bélgica superou a Irlanda. O grande destaque, porém, foi a Iugoslávia, que aplicou uma goleada histórica de 12 a 1 na Hungria, no placar agregado. 

Em 2002, Eslovênia, Alemanha, Bélgica e Turquia garantiram suas vagas na Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul, ao eliminarem Romênia, Ucrânia, República Tcheca e Austrália, respectivamente. 

Já em 2006, apenas três seleções se classificaram via repescagem, já que a Alemanha, como anfitriã, ocupou automaticamente uma das vagas europeias. Espanha, Suíça e República Tcheca avançaram ao superarem Eslováquia, Turquia e Noruega. 

No caminho para a África do Sul, em 2010, as potências França e Portugal evitaram o vexame ao vencerem Irlanda (2 a 1) e Bósnia (2 a 0). Grécia e Eslovênia completaram a lista de classificados com triunfos sobre Ucrânia e Rússia. 

Portugueses e franceses voltaram a flertar com o perigo em 2014, mas carimbaram o passaporte para o Brasil, após disputas árduas contra Suécia e Ucrânia. A Croácia eliminou a Islândia (2 a 0) e a Grécia superou a Romênia (4 a 2), para também garantir presença em solo brasileiro. 

A repescagem de 2018 ficou marcada por um choque global: a queda da Itália, superada pela Suécia por 1 a 0, no agregado. Enquanto a Azzurri chorava, Dinamarca, Croácia e Suíça celebravam o triunfo sobre Irlanda, Grécia e Irlanda do Norte. 

Para o Catar, em 2022, o formato contou com apenas três seleções classificadas, distribuídas em três caminhos que envolviam 10 segundos colocados e dois times da Nations League. Gales superou Áustria e Ucrânia para avançar. Já a Polônia, beneficiada pela exclusão da Rússia devido à invasão da Ucrânia, venceu a República Tcheca e garantiu sua vaga. 

Finalmente, Portugal assegurou a terceira vaga ao vencer Turquia (3 a 1) e Macedônia do Norte, esta última, responsável por uma das maiores zebras da história ao bater a Itália por 1 a 0, selando a segunda queda consecutiva da tetracampeã mundial.

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