Bahia tem duelo inédito para brasileiros na Libertadores; descubra quem é o O'Higgins

O time chileno chegou na semi da Liberta uma vez
O time chileno chegou na semi da Liberta uma vezO'Higgins FC

O Bahia encara o O’Higgins em um confronto inédito, nesta quarta (18), que vai muito além de esquema tático e suor. Saiba quem é o rival do time de Rogério Ceni.

Entre a história dos libertadores da pátria e a mística de estádios de Copa do Mundo, o Esquadrão inicia em Rancagua a batalha para carimbar seu passaporte rumo à fase de grupos da Libertadores 2026.

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Esta é a primeira vez que o O’Higgins vai enfrentar um time brasileiro na Libertadores.

Números e retrospecto

Em 2026, a equipe comandada pelo argentino Lucas Bovaglio realizou apenas quatro partidas, sendo três oficiais pelo campeonato nacional. O retrospecto recente do La Celeste — como é conhecido o time chileno — inclui quatro gols marcados e três sofridos, vindo de uma derrota por 2 a 1 para o Limache na última rodada.

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O revés sofrido deu ao O’Higgins a sexta colocação no Campeonato Chileno. Por outro lado, La Celeste é um dos líderes nas estatísticas de finalizações no torneio nacional, o que evidencia um setor ofensivo agressivo e que exige atenção redobrada. Esse volume de jogo pode ser um sinal de alerta para a defesa do Esquadrão, que foi vazada em cinco das últimas seis partidas e precisará de solidez para conter o ímpeto dos anfitriões.

Finalizações dos chilenos nos jogos de 2026
Finalizações dos chilenos nos jogos de 2026Flashscore

Em contrapartida, a equipe treinada por Rogério Ceni chega com um ritmo mais intenso, tendo disputado onze partidas até o momento – quase o triplo dos chilenos. Apesar do excesso de jogos e de adentrar na sua terceira competição na temporada, o Tricolor Baiano ostenta um trunfo gigante para o duelo no Chile: invencibilidade absoluta em 2026.

Performance do Bahia na temporada
Performance do Bahia na temporadaFlashscore

Nomes conhecidos no elenco

No elenco do O’Higgins, dois nomes têm passagem pelo futebol brasileiro: o argentino Martín Sarrafiore e o chileno Bryan Rabello. Sarrafiore teve uma passagem mais extensa no Brasil, defendendo o Internacional entre 2018 e 2020, antes de vestir as camisas do Coritiba e do Vasco. Já Rabello teve uma experiência mais curta por aqui, atuando pelo Novorizontino em 2023.

O meia argentino, inclusive, já cruzou o caminho do Bahia em duas oportunidades: no Brasileirão de 2019, defendendo o Internacional, Sarrafiore saiu do banco na vitória gaúcha por 3x2 em plena Arena Fonte Nova. O troco Tricolor veio no ano seguinte: em 2020, quando o meia vestia a camisa do Coritiba, o Bahia venceu por 2x1. O duelo desta quarta em solo chileno pode servir como um “tira-teima” pessoal para o jogador.

Longevidade x Novidade

Enquanto Rogério Ceni alcança a marca expressiva de 171 à frente do Bahia na noite desta quarta-feira, consolidando um trabalho de longo prazo, Lucas Bovaglio fará apenas a sua quarta partida sob o comando do time chileno.

O treinador argentino de 46 anos foi contratado para substituir compatriota Francisco Meneghini, chegando ao O’Higgins após uma passagem de duas temporadas consecutivas pelo Palestino

Números de Ceni com o Esquadrão na Libertadores
Números de Ceni com o Esquadrão na LibertadoresFlashscore/EC Bahia

Chilenos voltam à Liberta

Foi a terceira colocação no Campeonato Chileno da última temporada que garantiu o retorno do O’Higgins à Libertadores em 2026. O clube encerrou um hiato que durava desde 2014, quando foi eliminado na fase de grupos em uma chave equilibrada com Lanús, Deportivo Cali e Cerro Porteño

Curiosamente, os chilenos somam agora cinco participações no torneio continental — exatamente a mesma marca do Bahia. No entanto, o Tricolor carrega um peso histórico adicional nessa estatística: foi o pioneiro, sendo o primeiro clube brasileiro a disputar a competição em sua edição inaugural.

História de baianos e chilenos na Liberta
História de baianos e chilenos na LibertaFlashscore

A melhor participação do O’Higgins na Libertadores aconteceu em 1980, quando o clube alcançou sua melhor marca ao chegar às semifinais. Vale lembrar que, naquele período, o regulamento era diferente: a fase semifinal era composta por dois grupos de três equipes. Apenas o líder de cada chave garantia a vaga na grande decisão — um formato que exigia regularidade em poucos jogos.

Solo sagrado para brasileiros

Inaugurado em 1947, o estádio El Teniente carrega uma energia especial: foi uma das sedes da Copa do Mundo de 1962. Para o Bahia, o local pode servir como um amuleto de motivação, já que foi naquele ano e naquele solo chileno que o Brasil celebrou o seu bicampeonato mundial. Atuar em um palco de tamanha glória para o futebol brasileiro é o cenário ideal para o Tricolor buscar o seu terceiro triunfo como visitante na história da Libertadores.

O El Teniente também foi o cenário da decisão do Sul-Americano Sub-17 em 2017. Naquela ocasião, nem mesmo o fator casa foi suficiente para conter a Seleção Brasileira: os "Canarinhos" faturaram o título de forma avassaladora, aplicando uma goleada histórica de 5 a 0 sobre os anfitriões chilenos.

Localizado em Rancagua, o palco do duelo desta quarta-feira passou por uma modernização em 2013. Atualmente, o estádio remodelado tem capacidade para receber pouco mais de 15 mil torcedores. 

Quem foi Bernardo O'Higgins

No dia 12 de fevereiro de 1818, o Chile proclamou-se uma república independente sob a liderança de Bernardo O’Higgins. O Diretor Supremo desempenhou um papel de liderança muito importante no combate ao controle espanhol e na conquista da soberania nacional. Anos depois, em 1955, a fusão entre os rivais O’Higgins Braden e América deu origem a um novo clube que, em homenagem ao herói nacional, herdou seu nome: O’Higgins.

A conexão histórica ganha novos rumos em 1965, quando a Copa dos Campeões da América é rebatizada como Libertadores da América. O novo nome foi justamente uma homenagem aos heróis das independências dos países sul-americanos – como o próprio Bernardo O’Higgins.

Assim, o adversário do Bahia não carrega apenas o nome de um clube, mas a própria essência e origem do torneio continental.

O duelo de volta entre Bahia e O’Higgins acontecerá na próxima quarta-feira (25/02), às 19h, na Arena Fonte Nova. Quem levar a melhor no placar agregado dos 180 minutos garante a classificação e terá pela frente, na terceira fase, o vencedor do confronto entre Deportivo Táchira (VEN) e Tolima (COL).