A dúvida que fica é sobre qual versão do Corinthians vai aparecer no El Campín, na altitude moderada de Bogotá. Os números na Libertadores são, até agora, impecáveis. O Timão de Diniz está na liderança geral do torneio. São três vitórias, todas por 2 a 0, o que mostra a solidez defensiva capitaneada por Hugo Souza.
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As diferenças entre o Corinthians da Libertadores e o do Brasileirão, principalmente no setor ofensivo, são nítidas. Se a média nos jogos internacionais está em 2 gols por partida, na Série A é de apenas 0,7.

Com 10 gols marcados, os comandados de Diniz aparecem entre os piores ataques da competição. Já o setor defensivo, com 13 gols sofridos, está entre os melhores do Brasileirão.
Das finalizações do Corinthians na Libertadores, a taxa de conversão (chutes que vão no alvo) está na casa dos 46%. No Brasileiro, o índice é de apenas 29%.
Interessante perceber que os erros de pontaria na Série A são quase sempre cometidos pelos mesmos atletas que atuam na Libertadores. Afinal, não é comum Diniz rodar muito o elenco, como fazem outros treinadores.
De bola parada também vale
Outra diferença: na Libertadores, o Corinthians aproveita muito mais as bolas paradas do que no Brasileiro. Dos seis gols marcados contra Platense, Santa Fé e Peñarol, apenas dois foram com a bola rolando.
Já nos duelos pelo Campeonato Brasileiro, são apenas três gols de bola parada — todos após cobrança de escanteio — entre os 10 marcados.
Prioridade exacerbada, concentração ou cansaço físico podem estar entre as explicações para a discrepância corintiana até aqui. Ou até mesmo o fato de Diniz e sua estratégia funcionarem melhor em jogos de copa do que em pontos corridos.

Zona perigosa no Brasileiro, mas ainda embolada
No Brasileiro, o fato de metade dos times ter campanha de rebaixado — historicamente, é preciso ao menos 40% de aproveitamento para escapar — torna a situação menos desesperadora para o Corinthians.
Porém, mesmo com a diferença entre o 9º e o 17º colocados sendo de apenas três pontos, pontuar passa a ser vital, ainda mais antes da longa e revigorante parada para a Copa do Mundo.

Jogo de vida ou morte em Bogotá
Do lado dos donos da casa, a partida tem um sentido ainda maior de urgência. Uma derrota, somada a uma vitória do Platense sobre o Peñarol, significa adeus à competição. Os colombianos empataram na estreia contra o Peñarol, em casa, e depois perderam as duas partidas como visitantes, para Corinthians e Platense.
Agora, um eventual respiro pode vir pelo fator casa. Mas a reação precisa acontecer já, contra a equipe brasileira, que eles nunca venceram em três confrontos.

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