Corinthians entre dois mundos: solidez na Libertadores e pressão no Brasileirão

Em Itaquera, Timão bateu o Santa Fé por 2 a 0 em abril
Em Itaquera, Timão bateu o Santa Fé por 2 a 0 em abrilNelson Almeida/AFP

Como o próximo jogo é pela Libertadores, a expectativa da Fiel pode ser mais positiva? Ou o lado menos vistoso do Corinthians no Brasileirão, onde está na zona de rebaixamento, vai contaminar o desempenho nesta quarta-feira (6) contra o Santa Fé, na Colômbia, pela Libertadores?

A dúvida que fica é sobre qual versão do Corinthians vai aparecer no El Campín, na altitude moderada de Bogotá. Os números na Libertadores são, até agora, impecáveis. O Timão de Diniz está na liderança geral do torneio. São três vitórias, todas por 2 a 0, o que mostra a solidez defensiva capitaneada por Hugo Souza.

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As diferenças entre o Corinthians da Libertadores e o do Brasileirão, principalmente no setor ofensivo, são nítidas. Se a média nos jogos internacionais está em 2 gols por partida, na Série A é de apenas 0,7.

Corinthians é líder do Grupo E da Libertadores
Corinthians é líder do Grupo E da LibertadoresFlashscore

Com 10 gols marcados, os comandados de Diniz aparecem entre os piores ataques da competição. Já o setor defensivo, com 13 gols sofridos, está entre os melhores do Brasileirão.

Das finalizações do Corinthians na Libertadores, a taxa de conversão (chutes que vão no alvo) está na casa dos 46%. No Brasileiro, o índice é de apenas 29%.

Interessante perceber que os erros de pontaria na Série A são quase sempre cometidos pelos mesmos atletas que atuam na Libertadores. Afinal, não é comum Diniz rodar muito o elenco, como fazem outros treinadores.

De bola parada também vale

Outra diferença: na Libertadores, o Corinthians aproveita muito mais as bolas paradas do que no Brasileiro. Dos seis gols marcados contra Platense, Santa Fé e Peñarol, apenas dois foram com a bola rolando.

Já nos duelos pelo Campeonato Brasileiro, são apenas três gols de bola parada — todos após cobrança de escanteio — entre os 10 marcados.

Prioridade exacerbada, concentração ou cansaço físico podem estar entre as explicações para a discrepância corintiana até aqui. Ou até mesmo o fato de Diniz e sua estratégia funcionarem melhor em jogos de copa do que em pontos corridos.

Na Libertadores, maioria dos gols do Timão sai de bola parada
Na Libertadores, maioria dos gols do Timão sai de bola paradaStats Perform/Opta

Zona perigosa no Brasileiro, mas ainda embolada

No Brasileiro, o fato de metade dos times ter campanha de rebaixado — historicamente, é preciso ao menos 40% de aproveitamento para escapar — torna a situação menos desesperadora para o Corinthians.

Porém, mesmo com a diferença entre o 9º e o 17º colocados sendo de apenas três pontos, pontuar passa a ser vital, ainda mais antes da longa e revigorante parada para a Copa do Mundo.

No Brasileiro, dez times estão sob pressão
No Brasileiro, dez times estão sob pressãoStats Perform/Opta

Jogo de vida ou morte em Bogotá

Do lado dos donos da casa, a partida tem um sentido ainda maior de urgência. Uma derrota, somada a uma vitória do Platense sobre o Peñarol, significa adeus à competição. Os colombianos empataram na estreia contra o Peñarol, em casa, e depois perderam as duas partidas como visitantes, para Corinthians e Platense. 

Agora, um eventual respiro pode vir pelo fator casa. Mas a reação precisa acontecer já, contra a equipe brasileira, que eles nunca venceram em três confrontos.

Santa Fé nunca venceu o Corinthians
Santa Fé nunca venceu o CorinthiansFlashscore

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