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Corinthians leva ataque em pane para a Argentina

O Corinthians está sofrendo para fazer gols
O Corinthians está sofrendo para fazer golsSports Press Ph/Shutterstock Editorial/Profimedia

Derrota de virada para a Chapecoense em casa pelo Brasileirão, a quarta seguida pela competição, o que não ocorria desde 2007. Um enredo que poderia ter sido diferente se o Timão tivesse aproveitado as chances claras de gol que criou. Além de ter tomado gols evitáveis, como afirmou o técnico Fernando Diniz.

Por mais que o goleiro Anderson tenha sido um dos nomes do jogo e garantido a primeira vitória do Verdão do Oeste em nove visitas a Itaquera, o volume de jogo alvinegro gerou uma expectativa de quase dois gols na partida (1,91). Chances claras, aquelas em que a finalização ocorre cara a cara com o gol, foram cinco.

As estatísticas ofensivas do ataque corintiano contra a Chape — e que vão entrar em campo contra o Estudiantes nesta quarta, em La Plata, pela Libertadores — não são um ponto fora da curva. Em termos de chances claras de gol, contra o Santos, uma semana antes, ocorreu a mesma coisa. Foram duas finalizações de frente para o goleiro Brazão e nenhum gol marcado.

Chances perdidas em alta
Chances perdidas em altaStats Perform/Opta

Nos últimos dez jogos, somadas todas as competições, o Corinthians tem uma média de 0,8 gol por jogo. Yuri Alberto, ainda o artilheiro do time com quatro gols (Brasileiro e Libertadores somados), está fora há nove jogos. Sem ele, que nem é tão matador assim (são dez chances claras perdidas na temporada, também nas duas competições), o ataque preto e branco, de tantos artilheiros no passado, está órfão.

Tanto que, na tábua de goleadores, aparecem, também com 4 tentos, um zagueiro, Gustavo Henrique. E, com três gols, os não atacantes André, Bidon, Bidu, Raniele e Garro. 

Memphis, voltando agora (ainda não jogou duas partidas inteiras seguidas após a Copa), é mais um segundo atacante. Gui Negão, aos 19 anos, tem sentido a pressão dos jogos. Além de pouco utilizado, ainda não marcou em 2026. A contusão dos primeiros meses do ano também atrapalhou.

A saída é a bola parada
A saída é a bola paradaStats Perform/Opta

Arma eficaz

Se há poucos gols distribuídos por vários nomes, é porque o Timão, pelo menos na Libertadores, tem uma arma que vem se mostrando eficaz. A bola parada

Entre todos os oito times que ainda estão na principal competição de clubes da América do Sul, o Corinthians é o que mais marcou seja de escanteio, em cruzamentos a partir de faltas e até em cobranças de lateral. São seis gols assim, ou 67% do total.

Se a solução a curto prazo parece ser complexa — ou será que Diniz vai empilhar mais meio-campistas e jogadores de lado dentro da área? —, o Estudiantes, adversário da vez, também vem mostrando um ataque errático em 2026. Ainda mais quando se separam os jogos do campeonato argentino dos da Libertadores e da Copa da Argentina.

Timão nunca jogou fora do Brasil nas quartas de final

1996 - Eliminado

Ida: 0 x 3 para o Grêmio no Pacaembu

Volta: 1 x 0 Corinthians no Olímpico

1999 - Eliminado

Ida: 2 x 0 Palmeiras no Morumbi

Volta: 2 x 0 Corinthians no Morumbi (Verdão nos pênaltis por 4 a 2)

2000 - Classificado (perdeu na semi para o Palmeiras)

Ida: 1x1 Galo x Timão no Mineirão

Volta: 2 x 1 Corinthians no Morumbi  

2012 - Classificado (o ano do título contra o Boca)

Ida: 0 x 0 contra o Vasco em São Januário

Volta: 1 x 0 Corinthians no Pacaembu

2022 - Eliminado

Ida: 2 x 0 Flamengo na Neo Química Arena

Volta: 1 x 0 Flamengo no Maracanã

Na liga nacional, os três últimos jogos não tiveram gols. São duas derrotas (1 a 0 para o Vélez e 2 a 0 para o Sarmiento), além de um empate, 0 a 0 com o Newell's. O ponto de atenção é o retrospecto do time de La Plata como mandante. Em 12 jogos em toda a história do Estudiantes na Libertadores, são nove vitórias e três empates. Nas oitavas, a classificação veio após uma vitória segura, no Chile, contra a Católica por 3 a 0. 

O Corinthians, que está na sua 19ª participação na competição, vai fazer o seu primeiro jogo fora do Brasil em uma quartas de final. Antes, nas cinco vezes que chegou até a atual fase da Libertadores, enfrentou adversários brasileiros. Passou duas vezes e caiu em três.

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