Desde 2009, quando a Libertadores Feminina teve sua primeira edição, os clubes brasileiros ocupam o centro da disputa pelo título continental. A superioridade aparece no número de troféus, na presença nas finais e no desempenho individual das jogadoras. Também se reflete na quantidade de equipes que já representaram o país e nas vezes em que o Brasil recebeu o torneio.
Confira a tabela completa da Libertadores Feminina
A edição de 2026 tem três representantes brasileiros: Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro. Mas quais números ajudam a explicar a trajetória do país na competição? Confira cinco indicadores que dimensionam essa presença ao longo da história.
1. Brasil conquistou 14 dos 17 títulos
De cada 10 edições concluídas da Libertadores Feminina, mais de oito terminaram com uma equipe brasileira campeã. Ao todo, são 14 títulos em 17 temporadas, um retrospecto que coloca o Brasil à frente dos demais países sul-americanos na competição.
Cinco clubes brasileiros já conquistaram a taça. O Corinthians lidera, com seis títulos, seguido pelo São José, com três. Santos e Ferroviária têm duas conquistas cada, enquanto o Palmeiras venceu uma vez.
Os outros três troféus foram para o Colo-Colo, do Chile, campeão em 2012; o Sportivo Limpeño, do Paraguai, vencedor em 2016; e o Atlético Huila, da Colômbia, que conquistou a edição de 2018.
Desde 2019, o título ficou sempre com uma equipe brasileira. Nesse período, o Corinthians assumiu um papel central: foi campeão em 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025, além da conquista de 2017. As Brabas chegam a 2026 em busca do sétimo troféu e de uma sequência inédita de quatro títulos consecutivos.
2. Clubes brasileiros chegaram a 16 das 17 finais
A presença brasileira nas decisões é outro indicador da força do país. Em 16 das 17 finais disputadas entre 2009 e 2025, pelo menos um clube brasileiro esteve na disputa pelo título.
A única final sem representantes do Brasil aconteceu em 2016. Naquela edição, Sportivo Limpeño e Estudiantes de Guárico, do Paraguai e da Venezuela, respectivamente, decidiram a competição.
Em algumas temporadas, a decisão colocou frente a frente duas equipes brasileiras. Foi o caso de 2019, quando Corinthians e Ferroviária disputaram a taça, e de 2023, com Corinthians e Palmeiras na final. Nas duas ocasiões, o título ficou com o time alvinegro.
A frequência de clubes brasileiros nas decisões mostra que a disputa nacional não se resume à campanha de um único representante. Ao longo de diferentes temporadas, equipes distintas conseguiram chegar à final e manter o Brasil entre os protagonistas do torneio.
3. Artilheiras brasileiras deixaram sua marca
O peso do Brasil na Libertadores Feminina também pode ser medido pelos gols. Jogadoras que atuaram por clubes brasileiros terminaram diferentes edições na liderança da artilharia, com marcas que atravessam gerações.
Cristiane abriu caminho em grande estilo: marcou 15 gols pelo Santos na edição inaugural, em 2009, e voltou a ser artilheira em 2012, quando defendia o São José. Em 2014, Andressa Alves também terminou entre as principais goleadoras, pelo São José.
Outros nomes aparecem nessa trajetória, como Amanda Brunner, em 2017, Brena, em 2018, e Nathane, pela Ferroviária, em 2019. Jogadoras do Corinthians como Grazi, Victória Albuquerque e Jheniffer já alcançaram o posto de artilheiras na competição defendendo o Corinthians.
Nas edições mais recentes, Priscila, do Internacional, marcou oito gols em 2023; Gabi Zanotti, do Corinthians, liderou a disputa em 2024, com cinco gols, e repetiu o feito em 2025, ao balançar as redes seis vezes.
A lista evidencia a contribuição de diferentes gerações de atletas para o desempenho ofensivo dos clubes brasileiros. Mais do que conquistar títulos, essas jogadoras também deixaram marcas individuais na história da Libertadores.
4. Cruzeiro amplia para 15 o número de clubes brasileiros participantes
A presença do Brasil na competição não se limita aos campeões. Ao longo das edições, diferentes equipes representaram o país, ampliando a participação brasileira no principal torneio de clubes do continente.
Com a estreia do Cruzeiro em 2026, o número chega a 15 clubes diferentes, considerando o levantamento histórico apresentado nesta reportagem. A lista inclui Santos, São José, Ferroviária, Corinthians, Foz Cataratas, Vitória das Tabocas, Audax, Kindermann, Palmeiras, Duque de Caxias, Centro Olímpico, Iranduba, Internacional, São Paulo e Cruzeiro.
Nesta temporada, Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro são os representantes brasileiros. O Corinthians chega como atual campeão, o Palmeiras tenta conquistar seu segundo título e o Cruzeiro disputa a Libertadores pela primeira vez.
A variedade de participantes ajuda a dimensionar a presença brasileira no torneio. Mesmo que alguns clubes tenham alcançado resultados mais expressivos, diferentes projetos do futebol feminino nacional já tiveram a oportunidade de competir em nível continental.
5. Brasil recebeu sete edições da Libertadores Feminina
O protagonismo brasileiro também passa pelas sedes. O país recebeu sete edições da Libertadores Feminina: as seis primeiras, entre 2009 e 2014, e novamente em 2018. Com isso, aparece como o país que mais vezes organizou o torneio.
Ao longo de sua história, a competição também passou por outros países sul-americanos, ampliando sua presença geográfica no continente. A alternância de sedes faz parte da trajetória de um torneio que reúne equipes de diferentes associações nacionais.
Em 2026, a disputa acontece em Quito, no Equador, entre 15 e 31 de outubro. São 16 equipes de 10 associações nacionais.
A edição equatoriana representa mais uma oportunidade para os clubes brasileiros defenderem o retrospecto construído nas temporadas anteriores e tentarem ampliar a vantagem do país na lista de campeões.
Os números explicam a força brasileira
Quatorze títulos em 17 edições, presença em 16 finais, artilheiras de diferentes gerações, 15 clubes participantes e sete edições sediadas no país: os indicadores mostram a dimensão da trajetória brasileira na Libertadores Feminina.
O Corinthians concentra boa parte dos resultados recentes, mas o histórico também tem conquistas de Santos, São José, Ferroviária e Palmeiras. Essa distribuição ajuda a explicar por que a presença brasileira se manteve forte ao longo de diferentes épocas.
Em 2026, três equipes voltam a representar o país. O objetivo é transformar o retrospecto em mais um título e prolongar uma história que, até aqui, tem o Brasil como principal referência continental.
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