Mais uma tarde épica em Lima colocou o Flamengo como único tetracampeão da Libertadores entre os clubes brasileiros e, ao mesmo tempo, devolveu a dura derrota sofrida para o Palmeiras em 2021, na final disputada em Montevidéu. Com o triunfo em 2025, o Rubro-Negro passa a ter quatro vitórias (1981, 2019, 2022 e 2025) e uma derrota (2021) em decisões do maior torneio continental.
Veja a tabela completa da Libertadores 2025
Isolado como o maior campeão brasileiro da Libertadores, o Flamengo se igualou a River Plate e Estudiantes, ambos argentinos, com quatro títulos. Acima do clube carioca, apenas Independiente (7 títulos), Boca Juniors (6) e Peñarol (5).
O ano de 2025 do Flamengo pode ficar ainda mais mágico na próxima quarta-feira (3), quando recebe o Ceará pelo Brasileirão e se vencer garante mais um título nacional. Assim, o elenco atual tem chance de igualar o próprio Flamengo de 2019, o Botafogo de 2024 e o Santos de 1962 e 1963.
O Palmeiras, por sua vez, levou o troco da última conquista de Libertadores e acumulou a quarta derrota em decisão continental na sua história. As outras foram em 1961 (Peñarol), 1968 (Estudiantes) e 2000 (Boca Juniors). Para piorar, essa foi a primeira para um rival brasileiro. Caso não faça o milagre da virada no Brasileirão, o Verdão terminará 2025 sem títulos. Também na quarta, visita o Atlético-MG pela Série A.

Herói no ataque
Após um primeiro tempo truncado, a etapa final começou eletrizante e com um Flamengo mais perigoso. Logo nos minutos seguintes ao intervalo, Murilo vacilou na saída de bola e ela acabou caindo nos pés de Georgian de Arrascaeta, que só não marcou graças a um bloqueio de Gustavo Gómez.

O gol também ficou perto quando Jorginho parou em grande defesa de Carlos Miguel, após bate e rebate na área. Muito presente no campo de ataque no início da segunda etapa, o Flamengo balançou a rede em bela jogada de bola parada. Arrascaeta cobrou escanteio com precisão, Danilo subiu no terceiro andar para testar com força e não dar chance ao goleiro do Palmeiras.
Decisivo na defesa
Com a vantagem, o Flamengo naturalmente recuou e chamou o Palmeiras para a sua área. O Alviverde criou grandes chances, mas esbarrou no goleiro Agustín Rossi, na falta de precisão e na presença do herói da final. Na melhor oportunidade do time paulista, Vitor Roque só não empatou porque Danilo apareceu de forma precisa para bloquear a finalização.

A pressão palmeirense seguiu até o fim, mas o Flamengo também deu suas espetadas. Everton Cebolinha chegou a acertar a trave em cobrança de falta nos acréscimos. Ao fim, diferentemente de 2019, não houve reviravolta nos minutos finais, o torcedor rubro-negro sorriu novamente.

Equilíbrio inicial
A etapa inicial foi de muita luta no gramado do Monumental de Lima. Os times travaram batalhas duras na divididas e muitas faltas foram marcadas. Como sintoma, quatro cartões amarelos terminaram distribuídos e o Palmeiras ficou na bronca por um possível vermelho para Erick Pulgar, após entrada sem bola em Bruno Fuchs.

Com a bola rolando, o Flamengo começou melhor e criou três chances nos minutos iniciais. Mas, aos poucos, o Palmeiras subiu a marcação e igualou a partida, chegando ao intervalo mais próximo do gol que o adversário.
