Lanús busca coroar três décadas de crescimento continental na final da Sul-Americana

Lanús e a trajetória do seu impressionante ciclo internacional nos últimos 30 anos
Lanús e a trajetória do seu impressionante ciclo internacional nos últimos 30 anosJUAN MABROMATA / AFP

O Lanús volta a ser protagonista na América do Sul. Com a classificação para a final da Sul-Americana, o Granate não só buscará seu terceiro título continentai, mas também reafirmará uma tendência que já deixou de ser surpresa para se tornar uma marca registrada: competir sempre entre os melhores do continente. A final acontece neste sábado (22), às 17h (horário de Brasília), contra o Atlético-MG, em Assunção, no Paraguai.

Enquanto muitos clubes argentinos alternam presenças e ausências em torneios internacionais, o Lanús construiu uma continuidade inédita, com participações quase ininterruptas, finais repetidas e um prestígio conquistado com convicção, projetos sólidos e coragem para jogar de igual para igual com os gigantes do continente.

Acompanhe a final da Copa Sul-Americana

Hoje, a caminho de Assunção para um novo confronto com o Atlético-MG, seu histórico traça um retrato inequívoco: o Lanús é um dos clubes mais competitivos da América do Sul nos últimos anos.

Linha do tempo marcada por glória e crescimento 

Desde sua primeira conquista em 1996, o Lanús soube transformar cada década em um capítulo próprio do futebol sul-americano. Sua história internacional não é um golpe de sorte: é um ciclo que se repete, evolui e volta a decolar.

1996 – O nascimento da Linha Granate

Torneio: Copa CONMEBOL

Adversário: Independiente Santa Fe

Resultado: Campeão

O primeiro título internacional marcou um antes e um depois para o clube. Uma geração que cresceu em silêncio deu o golpe com uma campanha sólida e corajosa, colocando Lanús no mapa continental.

1997 – A primeira derrota

Torneio: Copa CONMEBOL

Adversário: Atlético-MG

Resultado: Vice-campeão

Um ano depois, voltou à final e enfrentou o Galo, um adversário que repetiria o confronto várias vezes nas décadas seguintes.

2013 – A consagração que mudou a história

Torneio: CONMEBOL Sul-Americana

Adversário: Ponte Preta

Resultado: Campeão

A equipe comandada por Guillermo Barros Schelotto apresentou um dos melhores desempenhos ofensivos do futebol argentino na era moderna. Com hierarquia, identidade e uma geração brilhante, o Lanús foi coroado em casa e reescreveu seu destino.

2014 – Um duplo desafio difícil

Recopa Sul-Americana – Adversário: Atlético-MG – Vice-campeão

Copa Suruga Bank – Adversário: Kashiwa Reysol – Vice-campeão

Apesar da qualidade da equipe, aquele ciclo pós-título não conseguiu se transformar em novas conquistas, embora tenha mantido o clube no cenário internacional durante todo o ano.

2017 – A grande epopeia na Libertadores

Torneio: Libertadores

Adversário: Grêmio

Resultado: Vice-campeão

A campanha mais impactante da história do clube. Aquela épica reviravolta contra o River nas semifinais ainda hoje é um dos momentos mais lembrados da Libertadores. O Lanús chegou à final pela primeira vez e confirmou que era mais do que um bom projeto: era um time capaz de lutar em qualquer cenário.

2020 – Outra final na Sula, em plena reconstrução

Torneio: Sul-Americana

Adversário: Defensa y Justicia

Resultado: Vice-campeão

Mesmo em um ano complexo e sem público, o Lanús voltou a entrar na grande disputa. O mérito foi duplo: chegar a outra final continental com uma base jovem e um projeto que priorizava o desenvolvimento e a competição.

2025 – Uma nova oportunidade de fazer história

Torneio: Sul-Americana

Adversário: Atlético-MG

Lanús chega novamente a uma partida decisiva, mostrando uma regularidade que poucos clubes da América conseguem igualar.

Um ciclo recente impressionante: Lanús, protagonista permanente

Se focarmos nos últimos 12 anos, entendemos por que muitos consideram o clube tão bem-sucedido: campeão da Sul-Americana 2013, vice-campeão da Libertadores 2017, vice-campeão da Sula 2020, semifinalista da competição em 2024 e finalista em 2025.

Cinco edições importantes em apenas 12 temporadas. Uma regularidade comparável apenas a clubes que triplicam seu orçamento.

Além disso, o Lanús garantiu outra participação continental em 2026 e, entre 2005 e 2026, disputará 19 competições da Conmebol em 21 anos, um número extraordinário para um clube que não pertence aos monopólios econômicos do continente.

Por que o Lanús mantém esse nível de competitividade?

Por trás das estatísticas, há uma estrutura:

• Modelos de gestão claros e projetos de longo prazo;

• Juventude bem formada, com vendas importantes, mas substitutos sempre prontos;

• Técnicos que potencializam a identidade: Barros Schelotto, Almirón, Zielinski, Pellegrino;

•  Uma forte vantagem em casa, na La Fortaleza;

• Estratégia esportiva inteligente: equipes equilibradas, competitivas e com personalidade;

• O Lanús não se contenta em “participar”: ele compete, vence e volta. Essa é sua identidade há quase três décadas.

Um clube que quer mais

A final do ano contra o Atlético não é um prêmio isolado: é a consequência natural de um modelo que funciona. Lanús chega a outra final com a mesma ambição de sempre: continuar construindo seu legado e conquistar o terceiro título internacional de sua história.

Enquanto o continente assiste, o Granate se prepara para escrever mais um capítulo de uma história que já é uma das mais consistentes e bem-sucedidas do futebol sul-americano moderno. Lanús não surpreende. Lanús confirma. E quer voltar a tocar o céu.