Enquanto muitos clubes argentinos alternam presenças e ausências em torneios internacionais, o Lanús construiu uma continuidade inédita, com participações quase ininterruptas, finais repetidas e um prestígio conquistado com convicção, projetos sólidos e coragem para jogar de igual para igual com os gigantes do continente.
Acompanhe a final da Copa Sul-Americana
Hoje, a caminho de Assunção para um novo confronto com o Atlético-MG, seu histórico traça um retrato inequívoco: o Lanús é um dos clubes mais competitivos da América do Sul nos últimos anos.
Linha do tempo marcada por glória e crescimento
Desde sua primeira conquista em 1996, o Lanús soube transformar cada década em um capítulo próprio do futebol sul-americano. Sua história internacional não é um golpe de sorte: é um ciclo que se repete, evolui e volta a decolar.
1996 – O nascimento da Linha Granate
Torneio: Copa CONMEBOL
Adversário: Independiente Santa Fe
Resultado: Campeão
O primeiro título internacional marcou um antes e um depois para o clube. Uma geração que cresceu em silêncio deu o golpe com uma campanha sólida e corajosa, colocando Lanús no mapa continental.
1997 – A primeira derrota
Torneio: Copa CONMEBOL
Adversário: Atlético-MG
Resultado: Vice-campeão
Um ano depois, voltou à final e enfrentou o Galo, um adversário que repetiria o confronto várias vezes nas décadas seguintes.
2013 – A consagração que mudou a história
Torneio: CONMEBOL Sul-Americana
Adversário: Ponte Preta
Resultado: Campeão
A equipe comandada por Guillermo Barros Schelotto apresentou um dos melhores desempenhos ofensivos do futebol argentino na era moderna. Com hierarquia, identidade e uma geração brilhante, o Lanús foi coroado em casa e reescreveu seu destino.
2014 – Um duplo desafio difícil
Recopa Sul-Americana – Adversário: Atlético-MG – Vice-campeão
Copa Suruga Bank – Adversário: Kashiwa Reysol – Vice-campeão
Apesar da qualidade da equipe, aquele ciclo pós-título não conseguiu se transformar em novas conquistas, embora tenha mantido o clube no cenário internacional durante todo o ano.
2017 – A grande epopeia na Libertadores
Torneio: Libertadores
Adversário: Grêmio
Resultado: Vice-campeão
A campanha mais impactante da história do clube. Aquela épica reviravolta contra o River nas semifinais ainda hoje é um dos momentos mais lembrados da Libertadores. O Lanús chegou à final pela primeira vez e confirmou que era mais do que um bom projeto: era um time capaz de lutar em qualquer cenário.
2020 – Outra final na Sula, em plena reconstrução
Torneio: Sul-Americana
Adversário: Defensa y Justicia
Resultado: Vice-campeão
Mesmo em um ano complexo e sem público, o Lanús voltou a entrar na grande disputa. O mérito foi duplo: chegar a outra final continental com uma base jovem e um projeto que priorizava o desenvolvimento e a competição.
2025 – Uma nova oportunidade de fazer história
Torneio: Sul-Americana
Adversário: Atlético-MG
Lanús chega novamente a uma partida decisiva, mostrando uma regularidade que poucos clubes da América conseguem igualar.
Um ciclo recente impressionante: Lanús, protagonista permanente
Se focarmos nos últimos 12 anos, entendemos por que muitos consideram o clube tão bem-sucedido: campeão da Sul-Americana 2013, vice-campeão da Libertadores 2017, vice-campeão da Sula 2020, semifinalista da competição em 2024 e finalista em 2025.
Cinco edições importantes em apenas 12 temporadas. Uma regularidade comparável apenas a clubes que triplicam seu orçamento.
Além disso, o Lanús garantiu outra participação continental em 2026 e, entre 2005 e 2026, disputará 19 competições da Conmebol em 21 anos, um número extraordinário para um clube que não pertence aos monopólios econômicos do continente.
Por que o Lanús mantém esse nível de competitividade?
Por trás das estatísticas, há uma estrutura:
• Modelos de gestão claros e projetos de longo prazo;
• Juventude bem formada, com vendas importantes, mas substitutos sempre prontos;
• Técnicos que potencializam a identidade: Barros Schelotto, Almirón, Zielinski, Pellegrino;
• Uma forte vantagem em casa, na La Fortaleza;
• Estratégia esportiva inteligente: equipes equilibradas, competitivas e com personalidade;
• O Lanús não se contenta em “participar”: ele compete, vence e volta. Essa é sua identidade há quase três décadas.
Um clube que quer mais
A final do ano contra o Atlético não é um prêmio isolado: é a consequência natural de um modelo que funciona. Lanús chega a outra final com a mesma ambição de sempre: continuar construindo seu legado e conquistar o terceiro título internacional de sua história.
Enquanto o continente assiste, o Granate se prepara para escrever mais um capítulo de uma história que já é uma das mais consistentes e bem-sucedidas do futebol sul-americano moderno. Lanús não surpreende. Lanús confirma. E quer voltar a tocar o céu.
