Desde então, a equipe de General Severiano entrou em campo oito vezes: venceu três jogos, empatou dois e perdeu três. Foi superada pelo Flamengo nas quartas de final do Carioca, teve que se contentar com a Taça Rio e sofreu um duro golpe ao ser eliminada pelo Barcelona de Guayaquil na terceira fase da Libertadores.
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Neste sábado (14), o Botafogo enfrenta mais um clássico pelo Brasileiro. O time de Anselmi entra pressionado pelos resultados para encarar o Flamengo. Além de tentar espantar a má fase, o Glorioso também precisa superar um retrospecto muito ruim diante do rival no Nilton Santos. O Rubro-Negro venceu nove dos últimos 10 jogos disputados na casa alvinegra. A exceção foi no Brasileirão de 2024, quando o Botafogo venceu o clássico por 4 a 1.
Comparação entre competições
Curiosamente, o aproveitamento do Glorioso no Brasileirão (33%) é idêntico ao obtido nos quatro jogos da Libertadores. Quando subiu a montanha para enfrentar o Nacional Potosí, na Bolívia, o time já chegava pressionado pela oscilação nas três primeiras rodadas do Brasileiro e pela eliminação no Estadual.
A criação do time cresceu nesse período. Nos quatro jogos pelo torneio continental, a equipe finalizou 14 vezes por partida — quase o dobro em relação aos oito chutes por jogo nas primeiras rodadas da Série A. O problema é que, com o aumento da produção ofensiva, a efetividade despencou. Enquanto no Brasileirão foram sete gols marcados (2,33 por jogo), na Libertadores foram apenas três (0,75 por partida).
Essa diferença fica ainda mais clara ao observar o número de chutes necessários para marcar em cada competição. Enquanto no torneio nacional o Botafogo precisou de apenas 3,43 finalizações para balançar as redes, no torneio continental esse número foi de 15,7 — quase cinco vezes maior.

Eficiência no Brasileirão
Se há uma palavra que pode definir o início de Brasileirão do Botafogo, ela é eficiência. O número de chutes no alvo por jogo é bem semelhante entre as competições (4 no Brasileirão e 4,25 na Libertadores) mas, no torneio continental, apenas 18% dessas finalizações viraram gols. No Brasileirão, o índice sobe para 58% — o mais alto entre os 20 times da competição.
Isso levou o Botafogo a ter a segunda melhor média de gols por jogo do Brasileirão, com 2,33, atrás apenas do Palmeiras, com 2,6. Chama ainda mais a atenção o fato de o time de Anselmi ter alcançado esse desempenho mesmo com a terceira pior média de gols esperados do campeonato (1 xG por jogo) e a pior média de finalizações da competição (8 por partida, como citado anteriormente).

Com essa alta produtividade ofensiva, principalmente nos dois primeiros jogos (vitória por 4 a 0 diante do Cruzeiro e derrota por 5 a 3 para o Grêmio), o grande problema foi o desempenho defensivo. A partida contra o time gaúcho é o retrato disso: os três gols marcados pelo ataque não valeram de nada, já que a equipe sofreu cinco. O Alvinegro tem a segunda pior média de gols sofridos por jogo (2).
Gols perdidos na Libertadores
Nas três primeiras rodadas do Brasileirão, o Botafogo criou, em média, apenas uma grande chance por jogo. É mais um contraste com o desempenho na Libertadores, quando a equipe criou duas grandes chances por partida, mas teve rendimento ofensivo inferior. A campanha do Botafogo na eliminatória continental ficou marcada por oportunidades claras desperdiçadas, principalmente por Matheus Martins e Álvaro Montoro.

Um dos maiores problemas do time vem desde o início do ano e já gerou impactos em todas as competições: a posição de goleiro. Neto e Léo Linck já cometeram múltiplas falhas, que resultaram em derrotas no Brasileirão e nas eliminações na Libertadores e no Carioca. Não à toa, o Botafogo corre contra o tempo para encontrar um novo arqueiro no mercado, e o nome de Tadeu, do Goiás, surge como forte candidato.
A grande novidade alvinegra para a sequência do Brasileiro são os reforços Medina, Júnior Santos e Ferraresi. Os três chegaram após o período de inscrições para a Libertadores e, portanto, ainda não estrearam. Huguinho, que voltou de empréstimo, ainda não deve ser relacionado.

O clássico contra o Flamengo pode ser uma excelente oportunidade para recolocar a temporada nos trilhos e estancar o sangramento da eliminação na Libertadores. O dano é irreversível, sobretudo no aspecto financeiro, mas o passado já foi escrito e não pode ser alterado. O futuro, porém, está em jogo. Se o Alvinegro conseguir recuperar a eficiência que vinha apresentando no início do campeonato, com uma defesa mais consistente (agora com Ferraresi), pode navegar por mares mais calmos na sequência do ano.
O Flashscore estará no Nilton Santos e transmite o clássico neste sábado (14) com narração de Fábio Azevedo, a partir das 20h25, no nosso site e app.
