Nesta noite, no Maracanã, dois estrangeiros estarão nos gols de Flamengo e Estudiantes. O arqueiro do time argentino, inclusive, ainda carrega o fantasma da última Copa do Mundo que disputou, quando falhou contra a Espanha no final do primeiro tempo e, sem que o ataque conseguisse reagir, viu sua seleção dar adeus ao Mundial. Aos 40 anos, ele tornou-se o jogador com mais partidas pela Celeste Olímpica. Do lado rubro-negro, o argentino Rossi vem mostrando segurança.
Se os dois forem bem, e um novo empate em 0 a 0 for registrado, a decisão será nos pênaltis. Mais uma chance para os goleiros brilharem.

A frieza dos números, entretanto, ajuda a mudar um pouco esse quadro. Por mais que todo o sistema defensivo tenha importância em uma partida de futebol, e não apenas o goleiro, Muslera se destaca pelo volume de defesas em chutes de fora da área. Isso apesar de os dois times terem sido vazados de longe apenas uma vez cada um.
O uruguaio Muslera, um dos líderes do Estudiantes, foi bem mais testado. Já defendeu 15 dos 16 chutes de fora da área que vieram contra o seu gol. No caso do Flamengo, Rossi conseguiu parar oito dos nove disparos de longa distância.

Entre todos os titulares que chegaram à semifinal, o aproveitamento de 93,75% do uruguaio supera o de Carlos Miguel, do Palmeiras (90,91%), e o do próprio Rossi (88,89%), sem contar os números dos jogos de volta desta fase. Fábio, do Fluminense, aparece com 100%, depois de defender os nove chutes que recebeu.
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A história muda quando os adversários conseguem finalizar de dentro da área. Nesse território, Rossi é o mais eficiente. O argentino do Flamengo defendeu 14 dos 18 chutes certos que recebeu, aproveitamento de 77,78%. É uma vantagem sobre Muslera, que apresenta índice de 68,8%, com 11 defesas em 16 finalizações.

A especialidade de Rossi ajuda a explicar por que ele apresenta o melhor aproveitamento geral. O argentino defendeu 81,48% das finalizações certas que recebeu. Muslera aparece na sequência, com 78,13%. Em números absolutos, Muslera tem 26 defesas. Rossi aparece com 22.
A quantidade de intervenções, entretanto, não conta toda a história. Os números mostram que Rossi tem sido mais eficiente, apesar de realizar menos defesas. O goleiro do Flamengo, ate agora, sofreu cinco gols na Libertadores, contra sete de Muslera.

A favor do Flamengo, de Rossi e de todo o sistema defensivo rubro-negro, há ainda outro indicador importante: o time não sofreu nenhum gol de bola parada até agora na competição. O Estudiantes, por sua vez, foi vazado apenas uma vez nessas situações.
Os números sugerem que, para fugir do drama dos pênaltis no segundo jogo, será preciso encontrar o caminho das redes, muito provavelmente, com a bola rolando.
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