O confronto entre os atuais campeões da América do Sul e da Europa está marcado para 27 de março em Lusail, perto de Doha, mas seu destino está incerto devido aos ataques no Catar.
"Estamos cientes das especulações em torno da Finalíssima, dada a situação na região", disse a UEFA, entidade que rege o futebol europeu, em um comunicado enviado à AFP.
"Uma decisão final é esperada até o final da próxima semana. No momento, nenhuma sede alternativa está sendo considerada", acrescentou.
A organização confirmou que está em negociações com os organizadores locais da partida tão aguardada, que colocaria Lionel Messi e Lamine Yamal, dois dos maiores talentos do esporte, frente a frente pela primeira vez.
"A intenção de todos é que o jogo aconteça", disse uma fonte da CONMEBOL à AFP, acrescentando que o destino do torneio será decidido na próxima semana. A partida entre Argentina e Espanha é a última disputa oficial pelo título antes da Copa do Mundo, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho.
A Argentina buscará defender o título conquistado no Catar em 2022, enquanto a Espanha almeja seu segundo título, após a vitória na África do Sul em 2010.
"A solução, pelo que entendi, já que não podemos jogar lá, seria encontrar outra sede", disse o técnico espanhol Luis de la Fuente em entrevista transmitida na segunda-feira (2) pela RTVE. "O que está claro é que queremos jogar algumas partidas", porque não jogamos desde novembro, acrescentou.
A Associação de Futebol Argentino (AFA) e o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, não se pronunciaram publicamente sobre o assunto desde o início da guerra no sábado.
Naquele dia, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, que respondeu lançando mísseis contra diversos países da região.
