Com a vitória, o Barça chegou aos 91 pontos e não pode mais ser alcançado, confirmando assim seu segundo título espanhol consecutivo. Esta foi a 29ª conquista de LaLiga da história do clube, que segue atrás apenas do Real Madrid, dono de 36 taças.
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O Barcelona dominou amplamente o clássico e viu a torcida transformar o estádio em uma grande celebração ainda no primeiro tempo, com gritos de “olé” ecoando nas arquibancadas logo aos 25 minutos.
Do outro lado, o Real encerrou uma semana turbulenta sem dificultar a vida do rival. Em meio a problemas internos, desfalques importantes e pressão da torcida, a equipe merengue pouco conseguiu reagir diante de um Barcelona em outra rotação.
O resultado ainda deixou o retrospecto do clássico completamente empatado. Antes da bola rolar, o Real Madrid tinha 106 vitórias, contra 105 do Barcelona.
Atropelo catalão
O Barcelona não precisou de muito para tirar o zero do placar. A equipe de Hansi Flick marcou aos oito minutos, com Marcus Rashford, em um belo gol de falta. O atacante bateu de pé direito no canto de Courtois, sem chances de defesa.
O golaço encerrou um longo jejum do Barcelona em clássicos. O inglês se tornou o primeiro jogador do clube catalão a marcar de falta contra o Real Madrid desde Lionel Messi em outubro de 2012.

Já o segundo gol nasceu com Ferrán Torres numa grande jogada coletiva. Após lançamento de Fermín López para a área, Dani Olmo ajeitou de calcanhar para Torres, que dominou e finalizou com estilo. Foi o quarto gol do camisa 7 contra o Real Madrid.
Mesmo após abrir vantagem cedo, o Barcelona seguiu pressionando e acumulando chances. Rashford quase marcou o terceiro em contra-ataque puxado por Ferrán Torres, obrigando Courtois a fazer grande defesa.

A melhor chance dos visitantes aconteceu com Bellingham, que chegou a balançar as redes aos 17 do segundo tempo. O lance, porém, foi anulado por impedimento em uma jogada que simbolizou a desorganização merengue: além do inglês, vários outros jogadores apareciam muito adiantados na área.
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Ansioso, Bellingham ainda recebeu cartão amarelo após retornar ao gramado sem autorização da arbitragem depois de atendimento médico. Em desvantagem no placar, o Real Madrid pouco assustou Joan García e viu o Barcelona controlar o clássico até o apito final.
A partida também marcou o retorno do brasileiro Raphinha aos gramados. Recuperado de lesão na coxa direita, o atacante voltou a atuar após quase dois meses afastado, já que não entrava em campo desde 22 de março.
Semana turbulenta
A semana do clássico foi marcada por tensão e problemas nos bastidores do Real Madrid. Durante um treino, Tchouaméni e Federico Valverde se desentenderam e precisaram ser separados pelos companheiros. O uruguaio acabou sendo desfalque no Camp Nou por seguir no protocolo de concussão.
Além disso, imagens de Kylian Mbappé deixando a atividade aos risos repercutiram negativamente entre torcedores. O atacante francês ficou fora do clássico por ainda se recuperar de uma lesão na coxa esquerda.

Pouco antes da partida, o Real Madrid ainda teve outro problema. O zagueiro Dean Huijsen foi cortado da escalação inicial, abrindo espaço para Raúl Asencio entre os titulares.
Do lado do Barcelona, Hansi Flick viveu um dia de fortes emoções. O treinador recebeu a notícia da morte do pai horas antes do clássico, mas decidiu comandar a equipe mesmo assim e viu o time blaugrana fazer uma grande exibição dentro de casa.
