Briga em treino e divisões internas mergulham Real Madrid em crise antes do clássico

Até Mastantuono é personagem da crise merengue
Até Mastantuono é personagem da crise merengueMaciej Rogowski / Alamy / Profimedia

O ambiente no Real Madrid atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A poucos dias do clássico contra o Barcelona, uma forte briga entre Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni durante um treino voltou a expor as profundas divisões internas que assolam o elenco merengue.

O que começou como uma entrada forte num treino em Valdebebas terminou com empurrões, gritos e uma discussão que continuou no vestiário, terminando em traumatismo craniano do sul-americano. Segundo a imprensa espanhola, vários membros da equipe tiveram que intervir para evitar que o conflito se agravasse ainda mais.

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Mas o episódio, que fez o clube abrir procedimento interno para apurar os detalhes, não seria isolado.

Um vestiário dividido e tensão com Arbeloa

Na Espanha, afirmam que o vestiário do Real Madrid está completamente fragmentado. Existem grupos internos em confronto e alguns jogadores teriam mesmo deixado de se falar. A relação com o treinador Álvaro Arbeloa também não atravessa o seu melhor momento: relatos indicam que vários jogadores praticamente não mantêm diálogo com o treinador.

A situação tornou-se ainda mais delicada devido ao contexto esportivo. O clube foi eliminado da Liga dos Campeões e da Copa do Rei, enquanto em LaLiga já não tem chances reais de disputar o título. Na verdade, o Barcelona poderá se sagrar campeão precisamente no próximo clássico.

No meio desse cenário, surgiram críticas internas a figuras históricas do elenco e à gestão do vestiário. Também foi questionado o papel de alguns líderes, especialmente por não terem conseguido conter os conflitos durante uma temporada marcada por maus resultados.

O inesperado foco em Franco Mastantuono

Um dos nomes que surgiu no meio de toda esta situação foi o do argentino Franco Mastantuono, uma das grandes apostas do clube para o futuro. Segundo se soube, o jovem ficou envolvido em tensões relacionadas com a convivência entre os jovens e os líderes do time.

O episódio que gerou polêmica teria ocorrido na área de recuperação física: Mastantuono chegava cedo aos treinos e utilizava as camas de fisioterapia antes de alguns jogadores experientes, quebrando uma “lei não escrita” onde os veteranos têm prioridade.

A situação teria resultado numa queixa do argentino junto à comissão técnica, algo que acabou alimentando ainda mais o mal-estar interno. Embora o meio do clube tenha tentado minimizar o assunto, o caso expõe uma convivência cada vez mais frágil entre as figuras consolidadas e a nova geração de jogadores que começa a ganhar espaço.

Mbappé, outro foco de conflito

Paralelamente, Kylian Mbappé também ficou no centro das atenções. Enquanto se recupera de uma lesão muscular, o clube não viu com bons olhos a repercussão midiática das suas viagens e aparições públicas fora de Espanha. Arbeloa tentou acalmar a polêmica com uma declaração contundente que rapidamente percorreu a imprensa esportiva europeia.

"Não existe nem existirá um jogador maior do que o Real Madrid", afirmou.

A declaração foi interpretada como uma mensagem interna no meio de uma época caótica.

Um El Clásico que pode piorar tudo

O jogo contra o Barcelona surge agora como um verdadeiro teste de fogo para um elenco abalado tanto a nível de jogo como emocional.

Com discussões internas, figuras de referência questionadas e um vestiário dividido, o Real Madrid chega ao encontro mais importante da temporada no meio de um cenário explosivo. E enquanto o Barcelona está a um passo de celebrar o título, na casa dos merengues crescem as dúvidas sobre o futuro imediato do projeto desportivo.

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