O ex-meia chegou com a expectativa de transformar o jogo do Madrid com uma abordagem cerebral e taticamente refinada, mas o time acabou decepcionando.
No fim das contas, o time parecia repetir o desempenho da temporada anterior, quando terminou sem conquistar um grande título, sendo superado pelo rival Barcelona na derrota por 3x2 na final da Supercopa da Espanha, no domingo.
Quatro pontos atrás do líder catalão na LaLiga e ocupando a sétima posição na fase de grupos da Champions League, Florentino Perez decidiu agir e substituiu Alonso pelo técnico do time reserva, Alvaro Arbeloa.
A demissão de Alonso já era esperada há algumas semanas, mas uma sequência de cinco vitórias manteve o treinador no cargo até o Clássico na Arábia Saudita.
Alonso, que foi muito elogiado no Bayer Leverkusen após conquistar a Bundesliga de forma invicta em 2024, chegou ao Real Madrid bastante cobiçado e gerando bastante expectativa.
O desempenho do time no Mundial de Clubes, nos primeiros jogos de Alonso, mostrou algum potencial, apesar da dura derrota por 4x0 para o Paris Saint-Germain na semifinal.
No Real Madrid, os grandes nomes do elenco costumam ter voz ativa e, apesar do bom início em termos de resultados, as falhas começaram a aparecer, já que a abordagem de Alonso não agradava aos jogadores.
O treinador basco fez muitas mudanças no time, o que irritou jogadores como Vinicius Junior, que foi deixado no banco em várias ocasiões e substituído cedo em outras.

Após ser substituído na vitória por 2x1 no Clássico da La Liga em outubro, Vini demonstrou sua insatisfação com Alonso. A partir dali, tudo mudou.
O técnico não puniu o brasileiro, devolvendo ao atacante seu status quase intocável – mesmo durante uma sequência de 16 partidas sem marcar gol, que só terminou em Jedá. Tarde demais.
Jude Bellingham também virou titular absoluto após se recuperar de cirurgia no ombro, mesmo com a campanha do inglês sendo irregular.
Os jovens que começaram bem a temporada, como Arda Guler e Franco Mastantuono, perderam espaço e tiveram menos minutos em campo.
Com o retorno dos astros, alguns conceitos de Alonso também foram deixados de lado. A pressão alta desapareceu.
O Real sofreu com uma série de lesões, o que Alonso apontou como um dos motivos para a mudança de abordagem, reduzindo suas opções.
Apesar da vitória no Clássico sobre o Barcelona ter dado um respiro a Alonso, parecia que o presidente Perez nunca esteve realmente convencido.
O astro francês Kylian Mbappe estava marcando gols, mas o time raramente funcionava bem no ataque, com muitos jogadores tentando comandar e atrapalhando o coletivo.
Queda livre
A goleada de 5x2 sofrida para o Atletico Madrid em setembro já foi um sinal negativo para Alonso, e mesmo nas vitórias o Real não convencia.
Na sequência, o time perdeu fora para o Liverpool na Champions League, e foi vaiado por seus próprios torcedores após a derrota em casa para o Celta Vigo na LaLiga, em dezembro.
A imprensa espanhola noticiou que Alonso recebeu um ultimato: uma derrota para o Manchester City na Champions League significaria o fim de sua passagem.

Apesar da derrota por 2x1, Alonso ganhou uma sobrevida. O desempenho do time melhorou, e os jogadores saíram em defesa do treinador após a partida.
No entanto, desde então, parecia que qualquer erro poderia encerrar sua passagem.
Algumas vitórias vieram, mas as atuações continuaram pouco convincentes, e a vitória do Barcelona no Clássico deu a desculpa que Perez precisava para agir.
O substituto de Alonso, Arbeloa, promovido do time reserva e também ex-jogador do Real Madrid, é outro que conhece bem o clube e a instabilidade do cargo que agora ocupa.
