Em entrevista ao podcast Terapia Picante, o camisa 8 do Real Madrid foi questionado se sabia qual foi a maior velocidade que um dos seus chutes já atingiu em direção ao gol. Apesar de admitir que não sabe o número exato, revelou que já causou lesões sérias em companheiros de profissão durante os treinamentos e jogos.
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"Já machuquei alguns goleiros. Lesionei o Luca Zidane no ombro. Quase morri de vergonha, achei que iam me expulsar... machuquei o filho do Zidane", contou o meio-campista.
"Algum goleiro já teve lesão por causa dos meus chutes. Principalmente deslocando o ombro. Minhas pernas são bem finas, não sei de onde tiro tanta força", acrescentou Valverde, rindo.
Um começo complicado
Apesar de ser um dos grandes nome do Real Madrid em 2026, o início de Valverde na Espanha foi marcado pela timidez e por um forte choque social ao chegar no Real Madrid Castilla.
"Quando cheguei no estacionamento já percebi que meus companheiros do Castilla tinham carros muito bons e eu mal conseguia ter um carro decente, mesmo já jogando na Primeira pelo Peñarol", lembrou.
"Comecei a pensar: 'Onde estou me metendo?' Entrei no vestiário e vi marcas de roupas caríssimas, e eu não queria tirar minha roupa ou tirava muito rápido pra ninguém ver. Foi um choque de realidade", detalhou.
De Pajarito a Falcão
O apelido que o acompanha desde a base também foi tema da conversa. Valverde explicou que o nome "Pajarito" (passarinho) surgiu pela sua mobilidade em campo, mas que a maturidade trouxe uma nova identidade.
"Eu me movimentava por todo lado e um treinador me chamou assim. Meu pai era o único que não gostava, não via sentido. Agora sou o Falcão, por ser mais agressivo em campo, mas no fundo continuo sendo o Pajarito", explicou o ídolo merengue.

