Messi deixou o Barça para assinar com o Paris Saint-Germain em 2021 e, dois anos depois, se transferiu para o Inter Miami, sua equipe atual.
"Leo estava contratado. Em janeiro de 2023, depois de ser campeão do mundo (com a seleção da Argentina, um mês antes), entramos em contato e ele me disse que estava animado para voltar. E eu vi isso. Conversamos até o mês de março e eu disse a ele: 'quando você me der o OK, digo ao presidente'", explicou Xavi no domingo (8) ao La Vanguardia.
"Uma 'última dança', como o de Michael Jordan... O presidente começou a negociar o contrato com o pai do Leo e tínhamos o sinal verde da LaLiga, mas foi o presidente quem voltou atrás", continuou.
Xavi, que foi companheiro de Messi durante mais de uma década no Barcelona, apontou Laporta como o responsável pelo argentino não ter voltado ao clube.
"O Laporta me disse, palavra por palavra, que o Leo declararia guerra contra ele se voltasse e que não poderia permitir isso. E, de repente, o Leo parou de atender às minhas ligações", afirmou.
Laporta, que renunciou à presidência em fevereiro para concorrer à reeleição no dia 15 de março, sugeriu nesta segunda-feira (9) que Xavi estava ressentido por ter sido demitido em maio de 2024 do cargo de técnico e afirmou que o pai e agente de Messi, Jorge, lhe disse o jogador havia decidido não retornar ao Barcelona.
O dirigente explicou que enviou um contrato a Jorge Messi, que então foi até sua casa e lhe disse que "haveria muita pressão" se o astro argentino retornasse.
Lionel Messi é o maior artilheiro da história do Barcelona, com 672 gols, e o jogador com mais títulos (34) com a camisa blaugrana.
Laporta também afirmou que o Barça recusou em 2024 uma proposta de 250 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão na cotação atual) do PSG pelo atacante Lamine Yamal.
