O Shakhtar terá pela frente o AZ Alkmaar nas quartas de final do torneio, com o jogo de ida marcado para o próximo dia 9, na Ucrânia.
Além de projetar o confronto contra os holandeses, o ex-vascaíno detalhou os desafios de atuar em um país que atravessa um cenário de guerra e relembrou sua passagem pela Seleção Brasileira.
O retorno de Marlon Gomes
A última atuação de Marlon Gomes pelo Shakhtar Donetsk ocorreu no jogo de ida das oitavas de final contra o Lech Poznan, da Polônia. Mesmo em campo por apenas nove minutos, o meia foi decisivo ao anotar um dos gols da partida, mas precisou ser substituído ainda na etapa inicial devido a uma lesão na posterior da coxa.
“Eu tive uma boa atuação e, infelizmente, senti uma dor na posterior e acabei saindo. Agora estou de volta, em fase de transição para o campo. Acho que no primeiro jogo (contra o AZ) ainda não vou conseguir estar com o time, mas já participo de tudo”, afirmou Marlon ao Flashscore.

Projeção contra o AZ Alkmaar
Como deve estar apto para o jogo de volta — que será disputado na Holanda —, Marlon projetou o desafio diante do AZ Alkmaar, adversário que detém um retrospecto favorável contra o Shakhtar.
Ao todo, as equipes já se enfrentaram em três oportunidades: duas pela Copa da UEFA (atual Liga Europa) e uma em amistoso, que terminou empatado em 2023. Nos confrontos oficiais pela competição europeia, os holandeses levaram a melhor em ambas as partidas, eliminando o time ucraniano das oitavas de final da temporada 2004/05.

O caminho até a final
O vencedor do confronto entre Shakhtar e AZ enfrentará quem passar do duelo entre Crystal Palace e Fiorentina. Questionado sobre o possível cruzamento na semifinal, Marlon destacou sua preferência por enfrentar grandes clubes e relembrou momentos especiais logo na sua chegada à Ucrânia:
“Tivemos uma experiência incrível na temporada que eu cheguei (23/24), na Champions League. Jogamos com grandes clubes, como Bayern, Arsenal e Borússia. A maioria dos brasileiros estavam aqui na época, então estamos acostumados a jogos grandes assim”, afirmou o meia.
Trajetória até as quartas

O Shakhtar Donetsk avançou na fase de liga com tranquilidade. Sob o comando do técnico turco Arda Turan, a equipe terminou na 6ª posição, somando quatro vitórias em seis partidas e carimbando o passaporte direto para as oitavas de final.
A vantagem construída na Polônia contra o Lech Poznan foi fundamental para a classificação. Como venceu o jogo de ida por dois gols de diferença, a derrota por 2 a 1 na volta não impediu o avanço às quartas de final. Para Marlon, a mudança no comando técnico foi um dos fatores determinantes para o bom momento:
“Há cerca de um ano, na última janela de verão, trocamos de treinador. Chegou o Arda. Como jogador, não tenho nem o que falar dele. Como técnico, íamos conhecer o trabalho agora, por ser um projeto novo. O segredo foi o grupo comprar a ideia do professor e ele saber o elenco que tem nas mãos. Desde então, começamos a caminhar juntos”, explicou o meia.
União e juventude: a fórmula do sucesso

Além de garantir a vaga nas oitavas de final da Conference League e seguir firme na busca pelo título inédito, o Shakhtar Donetsk divide a liderança do Campeonato Ucraniano com o LNZ Cherkasy. Segundo Marlon, o segredo do bom desempenho na atual temporada reside, sobretudo, na forte união do elenco.
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A chegada de outros brasileiros — como Kauã Elias, Alisson Santana, Pedrinho, Vinícius Tobias, Isaque Silva e Lucas Ferreira — ajudou Marlon Gomes a ter uma adaptação menos turbulenta. A convivência diária com os compatriotas ofereceu um suporte fundamental ao meia, que celebra a oportunidade de atuar ao lado de tantos jogadores vindos do seu país de origem.
Com passagens recorrentes pelas divisões de base da Seleção Brasileira, Marlon soma 22 partidas e dois gols vestindo a Amarelinha. Os títulos conquistados na base alimentam o sonho de, no futuro, figurar entre os convocados de Carlo Ancelotti no time principal.
“Espero um dia poder voltar à Seleção principal; é um sonho que almejo. Minha expectativa (para a Copa) é a melhor possível. Independentemente do cenário atual do nosso futebol, ainda somos a maior seleção do mundo. Quem sabe daqui a quatro anos, se Deus quiser e com muito trabalho, eu possa realizar o sonho de jogar uma Copa do Mundo”, projetou Marlon.
