"O FC Barcelona informa que hoje notificou formalmente a EUROPEAN SUPER LEAGUE COMPANY e os clubes que fizeram parte dela sobre seu desligamento do projeto da Superliga europeia".
Esse é o recado curto, mas direto, publicado pelo Barça, cujo presidente, Joan Laporta, vinha nos últimos meses se aproximando dos dirigentes da UEFA, justamente o oposto do que estava fazendo em relação ao Real Madrid, de quem, por conta da postura no caso Negreira, vinha se distanciando.
O próprio mandatário azulgrana chegou a afirmar que "as relações estavam rompidas" entre os dois clubes.
Isso aconteceu por conta da disputa da Supercopa da Espanha. Mas já fazia tempo que a tensão entre Florentino Pérez e Laporta era evidente, principalmente porque o presidente do Barcelona não gostou nada do fato do clube merengue ter se apresentado como acusação particular no caso que investiga os pagamentos milionários a Enríquez Negreira, quando ele era vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros (CTA).
Desde então, vendo que todos os clubes que fizeram parte do projeto original da Superliga, apresentado em 2021, já tinham saído, com exceção dos dois gigantes do futebol espanhol, o Barcelona foi se reaproximando da UEFA. Isso se concretizou de vez neste 7 de fevereiro, com o comunicado oficial do clube blaugrana.
