Em cartas enviadas aos organismos internacionais do futebol, Samir Xaud, presidente da CBF, reforçou que espera a monitorização da FIFA no caso e que a UEFA adote as medidas necessárias para identificar e punir os culpados pelas injúrias racistas.
Siga a Champions pelo Flashscore
À FIFA, a CBF agradece o gesto de solidariedade do seu presidente, Gianni Infantino, e enaltece as mudanças nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da entidade, os quais dão novos mecanismos e formas de combater e erradicar a discriminação do futebol.
A CBF destaca que a instituição europeia tem sido uma das líderes no combate ao racismo e à discriminação, com políticas criadas para prevenir e punir condutas discriminatórias.
A CBF também enviou um pedido formal à UEFA para uma "investigação minuciosa sobre os atos cometidos contra Vinicius Jr. e que leve em consideração o testemunho da vítima e das pessoas presentes, para identificar e punir de maneira exemplar os envolvidos no episódio".
No jogo de terça-feira, contra o Benfica, na ida dos playoffs da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa, o atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira, após celebrar o gol marcado, relatou ao árbitro François Letexier ofensas alegadamente proferidas pelo argentino Gianluca Prestianni, jogador do Benfica.
O árbitro ativou o protocolo antirracismo da FIFA, interrompendo momentaneamente o jogo e informando ao estádio. A ativação do protocolo desencadeou uma série de reações racistas de alguns torcedores, que ofenderam o jogador brasileiro, reproduzindo sons de macacos.
