Rosetti, que chefia os árbitros da Champions League, fez seu alerta nesta quinta-feira (13) durante congresso anual da UEFA, em Bruxelas.
“Acredito que precisamos discutir isso novamente em nossas reuniões no final da temporada. Não podemos seguir nessa direção de intervenção microscópica do VAR. Amamos o futebol como ele é”, disse o ex-juiz da Serie A italiana.
Roberto Rosetti destacou que a tecnologia é excelente para decisões factuais e objetivas, mas que a avaliação de lances subjetivos e interpretativos continua sendo um desafio.
Ele utilizou o termo "moviola", em referência às antigas máquinas de edição de filmes, para criticar o uso excessivo de câmeras lentas. "O que realmente causa problema são as interpretações individuais de certas situações. Quando você assiste ao esporte em câmera super lenta, consegue encontrar uma infinidade de coisas. Não podemos seguir por esse caminho", afirmou.
“Esquecemos um pouco (do objetivo da criação do VAR) em todo lugar”, acrescentou o italiano.

Dados apresentados pelo dirigente mostram que a atual temporada da Champions League registra a maior média de revisões em campo desde a implementação do sistema em 2019, com 0,36 intervenções por partida — o dobro do que foi registrado na temporada 2021/22.
Curiosamente, essa taxa é mais que o dobro da média da Premier League inglesa, que registra apenas 0,15 revisões por jogo.
Rosetti também atribui parte da pressão pelo uso excessivo do VAR à mídia, alegando que os questionamentos constantes sobre a ausência da tecnologia em certos lances forçaram um aumento nas intervenções.
