"Estamos buscando formas de punir jogadores que falam cobrindo a boca porque uma coisa é discutir táticas com os companheiros ou ter uma conversa informal, mas nesse caso era evidente que havia ódio entre os atletas. Especialmente de um para o outro", disse Silvestre à Sky Sports.
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"Talvez seja necessário punir esse tipo de atitude, seja quando colocam as mãos na frente da boca ou quando cobrem com a camisa, como ele fez. Essas questões exigem tempo porque também precisamos conversar com os árbitros sobre o que podem ou não fazer. É um processo em andamento, mas pelo menos agora todos estão cientes da situação", completou.
Ao falar especificamente sobre o suposto insulto racista de Prestianni contra Vinícius Júnior, o ex-zagueiro admitiu que será difícil comprovar o que aconteceu no Estádio da Luz.
"Kylian Mbappé afirmou que ouviu claramente o que o jogador disse. Nesse caso, pelo menos, é possível coletar depoimentos. Mas a verdade é que também é complicado. É muito difícil para o árbitro conseguir provas do que acontece para a investigação, e fazer tudo tão rápido porque o jogo de volta será daqui a sete dias", explicou.
"E se for comprovado que algo realmente aconteceu, então o jogador não deveria atuar, precisa ser suspenso e participar de um programa educativo, porque esse tipo de comportamento não pode ser permitido", finalizou.
