O Atlético de Madrid recebe o Arsenal nesta quarta-feira (29), no jogo de ida das semifinais, em um local onde os madrilenhos se tornaram uma presença assídua na última década, apesar de um hiato de oito anos desde a sua última aparição neste patamar.
Confira os detalhes de Atlético de Madrid x Arsenal
Embora os Gunners tenham disputado uma semifinal da Champions há apenas um ano, o clube espanhol tem o dobro de aparições nesta fase da competição, somando seis presenças em semifinais ao longo da sua história, contra três do clube inglês. O Atlético apresenta um aproveitamento de 50% nesta fase, tendo chegado à final em três ocasiões e caído em outras três.
As semifinais do Atleti
A primeira vez foi em 1958/59, contra o eterno rival, Real Madrid. Os Rojiblancos perderam na ida por 2 a 1 fora de casa, mas responderam com uma vitória de 1 a 0 na volta. O empate na eliminatória forçou a disputa de um terceiro jogo, que o Real Madrid venceu por 2 a 1, em uma era em que a prorrogação e os desempates por pênaltis ainda não faziam parte do regulamento.
Várias décadas depois, o clube de Madri voltou a carimbar o acesso às semis em 1970/71. Apesar do otimismo gerado pela vitória por 1 a 0 em casa contra o Ajax, a equipe da Eredivisie impôs uma pesada derrota por 3 a 0 nos Países Baixos na volta, ditando a eliminação espanhola.

Apenas três anos depois, o clube de LaLiga se classificou novamente e conseguiu chegar à final após vencer o Celtic com dois gols no jogo de volta, na Espanha.
Depois, o clube viveu um jejum de 30 anos até voltar às semifinais. Na temporada de 2013/14, os madrilenhos mediram forças com o Chelsea e, após um empate sem gols no primeiro jogo, selaram o passaporte para a final com um triunfo categórico por 3 a 1 em Stamford Bridge.
Dois anos mais tarde, o time liderado por Diego Simeone voltou à final da Champions League ao derrubar o poderoso Bayern de Munique. A vitória por 1 a 0 em casa na partida de ida se revelou crucial, já que a derrota por 2 a 1 na Allianz Arena acabou sendo suficiente para a classificação, graças à regra dos gols fora.
Os colchoneros alcançaram semifinais consecutivas na temporada de 2016/17, mas o destino voltou a colocá-los no caminho do Real Madrid. Os merengues praticamente sentenciaram a eliminatória na ida, com um 3 a 0 no Santiago Bernabéu, tornando o triunfo rojiblanco por 2 a 1 na volta insuficiente para evitar o adeus à competição.
Gunners em busca de redenção
Por outro lado, o Arsenal retorna às semifinais apenas um ano depois da sua última aparição, consolidando presenças consecutivas na elite europeia. O clube da Premier League chegou às semis em apenas três ocasiões em toda a sua história, todas neste século, tendo alcançado a final apenas uma vez — precisamente na sua estreia absoluta nesta fase.
Os Gunners estrearam nas semis na temporada de 2005/06, superando o Villarreal com um agregado de 1 a 0, fruto de uma vitória em Londres e de um 0 a 0 na volta. O clube voltaria a este patamar três anos depois, mas o seu rival interno, o Manchester United, barrou-lhes o caminho com uma vitória por 1 a 0 em Old Trafford e um 3 a 1 em Londres.
Na temporada passada, o clube se despediu da Champions na eliminação diante do então campeão Paris Saint-Germain. Um resultado agregado de 3 a 1 foi favorável aos parisienses, que venceram no Emirates Stadium e confirmaram a vaga com um 2 a 1 no Parc des Princes.
Eterna perseguição à taça
Nem Rojiblancos nem Gunners conhecem o sabor de erguer a "Orelhuda". O Atlético de Madrid soma três finais perdidas, enquanto o clube londrino conta com apenas uma derrota no jogo decisivo. O histórico dos espanhóis carrega, contudo, uma aura mais dramática, não só pela insistência em chegar perto do topo, mas pela forma cruel como foram derrotados.
Os colchoneros foram vergados pelo Bayern Munique na final de 1973/74, sofrendo uma goleada por 4 a 0 com dobletes de Hoeness e Muller, mas o cenário mais desolador estava reservado para o século XXI.
A equipe de Madri marcou presença na final por duas vezes em três anos (2013/14 e 2015/16), encontrando sempre o Real Madrid como carrasco. O gol icônico de Ramos no último suspiro e a reviravolta na prorrogação negaram a glória em Lisboa, quando o troféu parecia já garantido.
Dois anos depois, em Milão, o destino voltou a ser cruel: após um empate 1 a 1 no tempo regulamentar, os colchoneros caíram nos pênaltis contra Los Blancos.
Já os Gunners sentiram o perfume de uma final apenas uma vez, com um desfecho igualmente amargo. Em 2006, o clube londrino adiantou-se no marcador através de Campbell, mas uma reviravolta tardia com gols de Samuel Eto'o e Belletti entregou o troféu ao Barcelona, que celebrou no Stade de France perante o Arsenal de Thierry Henry.
