Campeão europeu na temporada 1981/82, o clube de Birmingham volta a decidir um título continental pela primeira vez desde 2001, quando conquistou a extinta Copa Intertoto da UEFA.
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Na grande final, a equipe inglesa terá pela frente o Freiburg, que derrotou o Braga por 3 a 1 e também reverteu o placar do jogo de ida, quando havia perdido por 2 a 1 em solo português.
Esta será a primeira decisão europeia da história do time alemão, que é conhecido pela estabilidade rara no futebol: registrou apenas cinco técnicos desde 1981.
A final da Liga Europa será disputada no dia 20 de maio, no Tüpraş Stadium, em Istambul, às 16h (de Brasília).

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Mr. Europa League
O destaque da classificação do Villa vai para Unai Emery, o grande mentor dos Leões. O comandante espanhol, de 54 anos, busca agora o pentacampeonato da Liga Europa, marca que pode ampliar ainda mais sua fama de "Mr. Europa League".
À frente do Sevilla, Unai Emery conquistou o tricampeonato consecutivo da competição. A quarta taça veio na temporada 2020/21, sob o comando do Villarreal. O espanhol ainda soma um vice-campeonato em 2018/19, quando seu Arsenal foi superado pelo Chelsea na decisão.

Para encerrar um hiato de três décadas
Os gols que garantiram o Aston Villa na grande decisão foram marcados por Ollie Watkins, Emiliano Buendía, e dois do destaque escocês John McGinn, adversário do Brasil na Copa do Mundo.
A classificação para a final da Liga Europa coloca a equipe de Birmingham diante da oportunidade de encerrar um incômodo hiato de três décadas sem títulos de elite. Embora o clube tenha erguido o troféu da extinta Copa Intertoto da UEFA em 2001 — o que completa exatos 25 anos em 2026 —, essa conquista é vista apenas como um caminho alternativo do passado.
O verdadeiro grito de campeão entalado na garganta do torcedor vem de 1996, ano da última grande conquista nacional, quando os Villans faturaram a Copa da Liga Inglesa sobre o Leeds United. Mais do que o jejum doméstico, a decisão continental mexe com o brio de uma torcida que se orgulha de ter a Europa a seus pés na década de 80.
Caso vença a atual edição, o Villa quebrará um tabu de 44 anos sem um título internacional de primeira grandeza, revivendo as glórias de 1982, quando conquistou a Champions League e a Supercopa Europeia. Para um clube tradicional que chegou a amargar a segunda divisão há dez anos, a taça representaria não apenas o fim de uma seca, mas o retorno definitivo ao topo do escalão europeu.

