Árbitros devem "proteger Endrick", diz técnico do Lyon após expulsão do brasileiro

Paulo Fonseca neste sábado em Nantes
Paulo Fonseca neste sábado em NantesDAMIEN MEYER/AFP

Apesar da vitória em Nantes (1 a 0), que coloca o Lyon provisoriamente na 3ª posição da Ligue 1, o técnico Paulo Fonseca considerou a expulsão do atacante Endrick "muito severa" e pediu para os árbitros "protegerem" o jogador, neste sábado (7).

Pouco antes da marca de uma hora de jogo, enquanto disputava a bola com Dehmaine Tabibou, Endrick, que está emprestado pelo Real Madrid, acabou acertando um chute no tornozelo do atleta do Nantes.

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Endrick, que já tinha sido advertido nos primeiros minutos da partida, recebeu inicialmente o segundo cartão amarelo, que foi convertido em vermelho direto após o árbitro Mathieu Vernice revisar as imagens.

"Para mim, a expulsão foi muito severa", avaliou o treinador português. "Houve uma falta antes que foi muito clara. O jogador do Nantes não tinha intenção de jogar a bola, ele queria bloquear o Endrick", explicou.

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"A segunda coisa que quero dizer é que já é o terceiro jogo em que os adversários começam a partida com muita agressividade em cima do Endrick", continuou Fonseca.

"Achei que essas coisas já eram coisa do passado, mas a intenção ficou clara", afirmou o técnico. "Eles realmente queriam intimidar o Endrick e os árbitros precisam proteger o talento de um jogador como ele", disse.

Técnico do Nantes rebate

Essa visão foi prontamente contestada pelo treinador do Nantes, Ahmed Kantari. "Endrick não é suficientemente protegido sendo ele quem dá o chute? É o meu jogador que sai machucado. Eu preferia que meu jogador não tivesse saído lesionado e que ele pudesse sofrer as pequenas faltas como Endrick sofreu", rebateu, negando qualquer "plano anti-Endrick".

"Quando se tem jogadores desse nível, a gente tenta bloquear e acho que hoje meus jogadores fizeram isso muito bem", argumentou Kantari.