Messi, a principal estrela da MLS, vai entrar em campo pela quarta temporada com o Inter Miami, que enfrenta o sul-coreano Son Heung-min e o Los Angeles FC neste sábado (21), no Memorial Coliseum.
É um início grandioso para uma temporada que será dividida em duas partes por causa da Copa do Mundo de 2026, que acontece nos Estados Unidos, Canadá e México em junho.
Os países que recebem a Copa do Mundo normalmente registram aumento de público e interesse em suas ligas nacionais, e os dirigentes da MLS estão determinados a manter o foco dos americanos no esporte mais popular do planeta mesmo depois que as seleções voltarem para casa.
"Este é um ano gigantesco para a Major League Soccer," afirmou o comissário da liga, Don Garber, descrevendo a temporada como "um momento marcante para nosso esporte."
A temporada da MLS terá uma pausa de sete semanas para a Copa do Mundo em junho e julho. Cinco estádios da MLS vão receber jogos da Copa do Mundo, enquanto muitos outros serão usados como centros de treinamento e áreas para a torcida.
Espera-se que um número maior de jogadores da MLS dispute a Copa do Mundo, incluindo Son e possivelmente Messi, embora o craque argentino ainda não tenha confirmado se vai participar de sua sexta Copa do Mundo, o que seria um recorde. A liga está planejando usar essa divisão da temporada para atrair novos torcedores.
Há rumores de um investimento de marketing entre 15 e 30 milhões de dólares (R$ 77,8 e 155,6 milhões) durante o torneio internacional, incentivando os espectadores a apoiar seus times locais e elevando o perfil cada vez mais estrelado da liga americana.
A temporada da MLS será retomada para sua segunda metade nos dias de descanso entre as semifinais e a final da Copa do Mundo. Logo em seguida, acontece o All-Star Game.
"A MLS vai estar no centro do universo do futebol durante o maior evento esportivo do mundo, e isso cria uma oportunidade extraordinária para nossa liga, nossos clubes e nossos jogadores", disse Garber.
Novas estrelas
A decisão de começar a nova temporada da MLS com um jogo entre as duas maiores estrelas globais da liga, em um antigo estádio olímpico no coração de Los Angeles, não é por acaso. Garber está prevendo "o maior público de abertura de fim de semana da história da liga."
Embora a MLS tenha dependido muito do carisma de Messi, oito vezes vencedor da Bola de Ouro, nos últimos anos, a chegada de Son no meio de 2025 está mudando o cenário.
Contratado pelo Los Angeles FC por US$ 26,5 milhões (R$ 137,4 milhões) – supostamente a maior transferência da história da MLS –, o jogador de 33 anos trouxe consigo o apoio de milhares de sul-coreanos que vivem nos Estados Unidos.
Outros nomes de destaque que chegaram à MLS este ano incluem o Minnesota United com James Rodríguez, que assinou um contrato de seis meses com possibilidade de extensão, buscando se recuperar antes da Copa do Mundo, após temporadas difíceis em clubes.
O atacante argentino naturalizado mexicano German Berterame se juntou a Messi no atual campeão da MLS, o Inter Miami, que tem David Beckham como um dos proprietários.
E Timo Werner, que está chegando ao San Jose Earthquakes, é o mais novo alemão a atuar em uma liga que já conta com Thomas Müller no Vancouver Whitecaps e Marco Reus no Los Angeles Galaxy.
"Melhores ligas"
A MLS está planejando mais uma grande mudança para atrair ainda mais estrelas internacionais. A partir de julho de 2027, a MLS vai mudar do calendário atual, que vai da primavera ao outono americano, para um formato de verão até a primavera. Essa mudança vai alinhar a MLS com as principais ligas europeias, como a Premier League e LaLiga.
A expectativa é que isso permita aos clubes americanos comprar e vender talentos globais durante as janelas de transferência simultâneas, especialmente na pausa de verão. Também vai evitar conflitos futuros com jogos internacionais e grandes torneios.
Garber afirmou que a mudança "reflete exatamente onde vemos a MLS chegando, não só alinhando com as melhores ligas do mundo, mas competindo com elas."
Críticos dizem que é um risco, já que a MLS vai passar a competir diretamente por audiência com as ligas NFL, NBA e NHL, que têm calendários semelhantes.
