Palmeiras x Santos marca disputa dos recém-chegados Marlon Freitas e Gabigol

Palmeiras e Santos marca disputa dos recém-chegados Marlon Freitas e Gabigol
Palmeiras e Santos marca disputa dos recém-chegados Marlon Freitas e GabigolProfimedia

A 2ª rodada do Campeonato Paulista já apresenta um grande confronto entre Palmeiras e Santos. O clássico desta quarta (14), às 19h30, na Arena Barueri, marca embate particular de reforços recém-chegados: Marlon Freitas, pelo lado verde, e Gabigol, pelo lado alvinegro.

Do lado do mandante Palmeiras, que joga diante de sua torcida — apenas ela — em Barueri, os holofotes se voltam para a novidade no meio-campo: Marlon Freitas. Do lado do Alvinegro Praiano, Gabigol tenta reencontrar as redes para voltar a dar alegrias à torcida do Santos.

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Duas finais de Libertadores, em anos distintos, unem as duas novidades do clássico desta quarta-feira (14). Depois de o Botafogo perder Gregory, expulso aos dois minutos da decisão de 2024 contra o Atlético-MG, Marlon Freitas chamou a responsabilidade para si. Foi um dos líderes do time que, de forma incrível, levantou pela primeira vez o título mais cobiçado das Américas.

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Não é apenas discurso. Os números do meio-campo em 2024 mostram que a contratação do Palmeiras não veio desprovida de base. Em 32 jogos pelo Campeonato Brasileiro, foram 10 chances claras de gol criadas — número superior ao de 2023 (2) e 2025 (6). Um indicativo claro de um volante clássico que, mesmo sem ser goleador, joga de cabeça erguida, buscando constantemente os companheiros, como fez na estreia pelo Palmeiras contra a Portuguesa.

Números de Marlon Freitas
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O construtor de jogadas

O mesmo vitorioso ano de 2024, que sucedeu o fatídico 2023 — quando o time da Estrela Solitária viu sua vantagem no Brasileiro derreter —, foi marcado por um alto volume de passes certos no terço final do campo, protagonizados por Marlon Freitas. O próprio jogador admite que as oscilações em 2025 foram maiores, junto com todo o time do Botafogo e, agora, é o momento de virar a página. O meio-campo do Verdão, que conta também com Andreas Pereira, pode ser o palco ideal. 

Comparação entre Aníbal Moreno e Marlon Freitas
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Gabigol: pressão ofensiva, movimentação e o desafio do reencontro

No caso de Gabigol, a fita precisa ser rebobinada até 2019, do outro lado dos Andes, na decisão da Libertadores em Lima contra o River Plate. O título estava caminhando para o Monumental de Núñez até os 44 minutos do segundo tempo — Borré havia aberto o placar aos 14 minutos da etapa inicial — quando o atacante, especialista em atacar o espaço, entrou em ação.

Gabigol marcou o primeiro aos 44 e, três minutos depois, bateu na saída de Franco Armani para virar o jogo, após vencer o duelo corporal com o capitão Pinola.

O centroavante, que agora retorna à Vila Belmiro, gosta não apenas de atacar o espaço, mas também de se movimentar por todos os lados do ataque e participar da pressão sobre a saída de bola adversária — exatamente como aprecia seu atual treinador, Juan Pablo Vojvoda. A questão é se o casamento entre comando técnico e ataque será mais produtivo do que na última temporada, no Cruzeiro, ainda mais com a expectativa de atuar ao lado de Neymar Jr.

Comparação entre Tiquinho Soares e Gabigol
Comparação entre Tiquinho Soares e GabigolFlashscore

Números recentes e sinais de retomada

Como 2019 ficou no passado — e naquele Flamengo de Jorge Jesus não era difícil empilhar chances por partida, a ponto de Gabigol marcar 25 gols em 29 jogos na Série A —, a discussão agora passa pelo modelo de jogo do Santos e se ele voltará a beneficiar seu ex-artilheiro. Em 2018, foram 18 gols em 35 jogos no Campeonato Brasileiro.

Nas últimas temporadas, os números ficaram abaixo de sua capacidade técnica. No Cruzeiro, apesar da boa relação e do encaixe ofensivo com Fernando Diniz, o desempenho caiu sob o comando de Leonardo Jardim. Ainda assim, em termos absolutos, aumentaram as arrancadas em direção ao gol adversário.

Na estreia do Paulista pelo Santos, contra o Novorizontino, tanto a movimentação ofensiva quanto a bola na rede voltaram a alimentar a esperança do atacante — e isso sem, ainda, a parceria com Neymar.

Números de Gabigol
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