O vencedor da partida garantiria uma vaga na 1ª divisão nesta temporada, mas o jogo foi interrompido aos 21 minutos do 2° tempo, depois que o United teve um pênalti polêmico marcado a seu favor pelo árbitro John Sulwe.
Sharks contesta pênalti
Após um escanteio, um jogador do United caiu dentro da área ao sofrer um contato e o árbitro marcou a penalidade. No entanto, os jogadores do Sharks contestaram imediatamente a decisão do árbitro.
Os jogadores atacaram o árbitro Sulwe, levando os torcedores a invadir o gramado enquanto clamavam por seu sangue. O árbitro foi agredido enquanto era perseguido pelo campo, antes de ser levado para um local seguro pelos seguranças.
No momento do abandono, o Sharks vencia por 2 a 1. No jogo de ida, em Mombaça, o United havia vencido pelo mesmo placar.
Em Nairóbi, o United abriu o placar quando Christian Lubulu balançou as redes aos seis minutos, mas o Sharks empatou aos 28, com Patilah Omotto.
O Sharks passou à frente aos 45 minutos, quando Douglas Omanga completou para o gol um cruzamento de Omotto. Agora, todos os olhos estarão voltados para o Comitê Disciplinar da Football Kenya Federation (FKF), que decidirá quais medidas serão tomadas.
"Acredito no jogo limpo"
Antes da partida, Sally Bolo, dirigente do Gor Mahia, havia questionado a decisão da Federação Queniana de nomear Sulwe e sua assistente Jane Cherono para apitar o decisivo jogo de volta.
“Não estou questionando pessoalmente a integridade de nenhum árbitro, mas, como parte interessada no futebol, não posso ignorar aquilo que naturalmente levanta questionamentos”, disse Bolo em um comunicado visto pelo Flashscore.
“Para o jogo de volta do playoff de acesso, o árbitro principal John Sulwe foi nomeado depois de ter apitado apenas cinco partidas nas últimas duas temporadas. A assistente Jane Cherono também está retornando após cumprir uma suspensão. Com tanto em jogo, as nomeações são importantes. Elas não precisam apenas ser justas; também devem ser transparentes e inspirar confiança", sugeriu.
Bolo acrescentou: “Digo isso porque não queremos sair dos nossos escritórios, viajar até o estádio e assistir a uma partida cujo resultado os torcedores já acreditam estar definido", afirmou.
“Isso não é bom para o futebol, para os clubes, para os árbitros nem para a Federação. A FKF tem o mandato administrativo para fazer as nomeações, mas as partes interessadas também têm o direito legítimo de fazer perguntas quando as decisões parecem questionáveis", seguiu.
“Acredito no jogo limpo, não apenas durante os 90 minutos, mas em todos os processos que levam a esses 90 minutos. Que o jogo seja decidido no campo, e não pela percepção criada antes do apito inicial. A transparência gera confiança. O jogo limpo precisa ser visto, mas também precisa ser motivo de crença", pediu.
O Sharks luta para se manter na primeira divisão, enquanto o United busca disputar a liga pela primeira vez em sua história. A FKF já planejou o início da nova temporada para sexta-feira, com o Nairobi United enfrentando o KCB na partida de abertura.
Receba todas as notícias sobre seus times e jogadores favoritos
Transferências, entrevistas e mais: agora você pode receber notificações das principais notícias de seus jogadores e times favoritos.
Como ativar as notificações personalizadas?

