Chelsea é punido com multa recorde e possível transfer ban na Premier League

O clube cometeu um monte de irregularidades na década passada
O clube cometeu um monte de irregularidades na década passadaJP Fletcher / Actionplus / Profimedia

O Chelsea foi multado em 10,75 milhões de libras (cerca de R$67 milhões) e recebeu um transfer ban com efeito suspenso por "violações históricas das regras" da Premier League, informou a liga inglesa nesta segunda-feira (16).

O clube londrino também está proibido de contratar jogadores para suas categorias de base pelos próximos 9 meses.

A sanção é resultado de irregularidades em relatórios financeiros, investimento e desenvolvimento de jovens atletas – tudo ocorrido durante a gestão de Roman Abramovich, ex-dono do clube. O clube teria feito pagamentos não declarados a empresários e intermediários em contratações realizadas entre 2011 e 2018.

Os pagamentos ilícitos no time principal envolveram negociações de estrelas como Samuel Eto’o, Eden Hazard e o brasileiro Willian. De acordo com a liga, as acusações referem-se a relatórios financeiros incompletos de uma década atrás, mas que não teriam afetado a conformidade do clube com as atuais regras.

Já as infrações ligadas às categorias de base ocorreram entre 2019 e 2022.

Possível tranfer ban

Embora tenha recebido a maior multa já aplicada pela Premier League, o Chelsea evitou sanções esportivas imediatas, como a perda de pontos no campeonato inglês. E o transfer ban só será ativado caso ocorram novas infrações.

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O clube ainda enfrenta investigações da Football Association (FA) por 74 acusações relacionadas a regulamentações de agentes.

Em comunicado oficial, a Premier League detalhou as irregularidades encontradas:

“Como resultado da investigação da Premier League, ficou comprovado que, entre 2011 e 2018, foram efetuados pagamentos não divulgados por terceiros associados ao clube a jogadores, agentes não registrados e outros terceiros.

“Esses pagamentos não foram divulgados às autoridades reguladoras do futebol na época, incluindo a Premier League. Os pagamentos foram feitos em benefício do Chelsea FC e deveriam ter sido tratados como se tivessem sido feitos pelo clube.

“O clube também reconheceu, entre outras coisas, que a realização desses pagamentos, bem como a omissão de informá-los à Liga, constituiu uma violação da obrigação de agir de boa-fé para com a Liga.”